SAÚDE E BEM-ESTAR

Fisioterapia pélvica ajuda a superar barreiras e melhorar o prazer feminino

Ilustração artística representando a saúde e o bem-estar feminino.
CNN Brasil/imagem produzida com inteligência artificial

Especialistas alertam que a disfunção no assoalho pélvico afeta a qualidade da vida sexual e que o tratamento requer acompanhamento profissional individualizado.

A busca pelo bem-estar sexual feminino esbarra frequentemente em tabus sociais e desconhecimentos biológicos, condições que impactam a qualidade de vida e a saúde mental de muitas mulheres. O debate ganha força no Dia do Orgasmo, celebrado nesta sexta-feira (31/07), ao trazer para o centro da discussão a necessidade de compreender as causas físicas e emocionais por trás das dificuldades no prazer.

Pesquisa nacional encomendada pela SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) revela que, embora 90% das mulheres relatem sentir desejo, apenas um terço afirma alcançar o orgasmo consistentemente. Este cenário de frustração é corroborado por um estudo da USP (Universidade de São Paulo), que aponta que 42,1% das participantes enfrentam dificuldades para atingir o clímax ou apresentam ausência total da resposta orgástica.

O papel fundamental do assoalho pélvico

Muito além dos fatores psicológicos, a integridade da musculatura do assoalho pélvico é determinante para o prazer. A fisioterapeuta pélvica Berenice Shakti explica que a resposta sexual depende de um alinhamento complexo entre o sistema nervoso, hormônios e a musculatura da região, que sustenta órgãos como útero e bexiga.

Segundo a especialista, o prazer é muitas vezes inibido pela pressa e por padrões irreais de comportamento. “A resposta sexual feminina precisa de tempo. Muitas mulheres desconhecem o próprio corpo e acreditam erroneamente que o orgasmo depende exclusivamente da penetração, quando o clitóris possui um papel central na maioria dos casos”, afirma Berenice Shakti.

Tratamento personalizado é essencial

A fisioterapia pélvica atua na correção da funcionalidade dessa musculatura. O tratamento busca o equilíbrio, pois tanto a fraqueza muscular quanto o excesso de tensão — que provoca dor e desconforto — podem prejudicar a vida sexual.

Apesar da popularização de técnicas pela internet, a especialista alerta para os riscos da prática indiscriminada. Em casos de dor durante a relação, exercícios de fortalecimento feitos sem orientação profissional podem agravar o quadro. A avaliação individual é crucial para definir se a paciente necessita de relaxamento, técnicas de respiração ou mobilidade pélvica, garantindo que o autoconhecimento prevaleça sobre a busca por padrões de desempenho.

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