ALERTA INFANTIL GRAVE
Fiocruz revela disparada de SRAG em crianças pequenas
Boletim InfoGripe de 14/05/2026 mostra crescimento em todas as UFs; 15 capitais em alerta.
Casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em crianças menores de dois anos disparam em todo o Brasil, gerando um alerta nacional para a saúde infantil. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), através do Boletim InfoGripe, revelou nesta quinta-feira, 14/05/2026, um crescimento alarmante em todas as unidades federativas, impulsionado pela maior circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O fenômeno representa uma preocupante ameaça aos mais vulneráveis, demandando atenção e medidas preventivas urgentes para proteger a dignidade e a vida dos pequenos, enquanto outras faixas etárias mantêm estabilidade nas internações.
Além da preocupação com o VSR, o informe da Fiocruz destaca uma elevação nas hospitalizações por Influenza A. Essa tendência é notável em todos os estados da Região Sul, além de Rondônia (RO), Tocantins (TO), São Paulo (SP) e Espírito Santo (ES). O cenário é agravado pelo fato de que 51,8% dos óbitos analisados estão relacionados a essa doença, afetando predominantemente a população idosa.
Embora a incidência de SRAG por Covid-19 se mantenha baixa entre todas as idades, o vírus persiste como a segunda principal causa de mortalidade entre os idosos, reforçando a necessidade de vigilância contínua para esse grupo.
O rinovírus, um patógeno de alta contagiosidade e frequentemente associado a infecções respiratórias, igualmente contribui para a escalada dos casos de SRAG. Somente em 2026, o vírus foi identificado em 36,1% das ocorrências, cujas complicações representam um risco elevado de mortalidade para crianças pequenas.
Crescimento da SRAG impulsiona alerta em capitais
Até o momento, em 2026, o país registrou 57.585 notificações de SRAG. Desse total, 45,7% dos casos já tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório, enquanto 47,1% aguardam resultados decisivos.
A análise do boletim revela que 15 das 27 capitais brasileiras exibiram níveis de atividade de SRAG em estado de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. O crescimento a longo prazo acende um sinal vermelho para metrópoles como Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Florianópolis (SC), Macapá (AP), Maceió (AL), Manaus (AM), Palmas (TO), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Paulo (SP) e Teresina (PI).
Vacinação e anticorpos: Escudos contra a SRAG
Especialistas enfatizam que a vacinação representa a principal ferramenta de prevenção contra as doenças respiratórias, incluindo as causadas pelo VSR. A orientação é clara: grupos de risco — como idosos, crianças pequenas e indivíduos com comorbidades — devem priorizar a atualização de suas doses de vacinas contra Influenza e Covid-19 para fortalecer sua proteção.
Tatiana Portella, pesquisadora do Boletim InfoGripe e do Programa de Computação Científica da Fiocruz, reforça a importância dessas medidas. "A vacina anual contra a influenza é destinada aos grupos prioritários, como idosos, gestantes, pessoas com comorbidades e crianças de até 6 anos", explica. Ela ainda complementa que "existem anticorpos monoclonais contra o VSR disponíveis de graça no SUS, que podem ser aplicados em crianças prematuras ou menores de dois anos com comorbidades", oferecendo uma camada extra de segurança para os mais vulneráveis.
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