ALERTA NACIONAL SAÚDE
Fiocruz aponta aumento de SRAG no RN e em 14 estados
Boletim InfoGripe revela crescimento preocupante de casos, com Natal entre as capitais em risco. Vírus respiratórios afetam principalmente crianças e idosos, exigindo atenção redobrada.
A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) acendeu um alerta nacional sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nesta quinta-feira, 07/05/2026, ao divulgar seu novo boletim InfoGripe, que coloca o Rio Grande do Norte entre os estados com um preocupante aumento de casos. Este cenário, impulsionado pela maior circulação sazonal de vírus como influenza A e VSR, impacta diretamente a saúde pública, exigindo atenção e medidas preventivas, especialmente para proteger crianças pequenas e idosos, os grupos mais afetados por complicações e óbitos.
O levantamento, referente à Semana Epidemiológica 17 (de 26 de abril a 2 de maio), indica que o crescimento dos casos está diretamente ligado ao período de maior circulação dos vírus da influenza A e do vírus sincicial respiratório (VSR). Estes patógenos causam impacto significativo, principalmente em crianças pequenas e pessoas idosas, tornando a situação ainda mais grave para os mais vulneráveis.
De acordo com o boletim, além do Rio Grande do Norte, outros estados também apresentam incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, com clara tendência de crescimento. A lista inclui Acre, Alagoas, Amazonas, Distrito Federal, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.
Apesar do avanço em parte do país, a Fiocruz aponta que alguns estados já começam a registrar sinais de desaceleração, especialmente em regiões do Nordeste e do Norte, onde a influenza A iniciou sua circulação mais cedo neste ano.
Circulação dos vírus: um cenário esperado
Nas últimas quatro semanas epidemiológicas analisadas, os casos positivos de SRAG no país apresentaram a seguinte distribuição viral: 38% foram causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR), 28,9% por influenza A, 26,8% por rinovírus, 3,7% por influenza B e 3,1% por Covid-19.
A pesquisadora Tatiana Portella, do Boletim InfoGripe, destaca que este cenário já era esperado para o período sazonal, quando há um aumento natural de vírus respiratórios, com o pico geralmente ocorrendo em maio. No entanto, ela reforça veementemente a importância da vacinação, principalmente entre os grupos de risco, para evitar casos graves e, tragicamente, óbitos.
RN e capitais em alerta máximo
O boletim aponta ainda que 18 capitais brasileiras estão em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com tendência de crescimento. Entre elas, figura Natal, capital do Rio Grande do Norte, além de importantes centros urbanos como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Belém, refletindo uma preocupação nacional.
Crianças e idosos são os mais afetados
Os dados mostram que o aumento de SRAG atinge principalmente crianças menores de 2 anos, associado ao VSR e ao rinovírus, elevando a preocupação de pais e cuidadores. Já a mortalidade é maior entre idosos, com destaque para as infecções por influenza A e Covid-19, que continuam a ser uma ameaça significativa para esta parcela da população.
No caso específico da influenza A, observa-se maior impacto em crianças pequenas, enquanto os óbitos continuam sendo mais frequentes na população acima de 65 anos, sublinhando a necessidade de proteção para ambos os extremos etários.
Situação no país: números alarmantes
Em 2026, já foram registrados mais de 51 mil casos de SRAG em todo o Brasil. Desses, cerca de 44,8% tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório, demonstrando a ampla circulação desses agentes.
O Boletim InfoGripe integra o Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como objetivo crucial monitorar a circulação de vírus respiratórios no país, auxiliando ativamente na definição de estratégias de vigilância e resposta eficazes em saúde pública, para proteger a vida dos brasileiros.
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