MUNDIAL HISTÓRICO

FIFA anuncia Copa de 2026 como a maior da história com 48 seleções

Logotipo da Copa do Mundo FIFA 2026 de Nova York/Nova Jersey exibido na Times Square
Logotipo da Copa do Mundo FIFA de 2026 de Nova York/Nova Jersey é revelado na Times Square, em Nova York, Estados Unidos, em 18 de maio de 2023. — Foto: Reuters/Brendan McDermid

Competição terá 104 jogos em 16 cidades e três países: Estados Unidos, Canadá e México. Começa em 11 de junho e termina em 19 de julho.

A Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) confirmou a estrutura da Copa do Mundo de 2026, projetando o maior torneio da história do futebol, com 48 seleções em campo pela primeira vez. A competição, que se estenderá de 11 de junho a 19 de julho, ocorrerá em três países – Estados Unidos, Canadá e México – prometendo um espetáculo sem precedentes e desafios logísticos únicos. Este formato expandido busca democratizar o acesso ao Mundial e elevar a paixão global pelo esporte, impactando milhões de torcedores e as economias das 16 cidades-sede, conforme amplamente divulgado nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026.

A Copa do Mundo de 2026 será, de fato, a maior edição já realizada. Com um aumento de 16 seleções em comparação ao Mundial do Catar em 2022, o torneio contará com um total de 48 equipes e 104 partidas. Pela primeira vez na história, a competição será sediada por três nações: Estados Unidos, México e Canadá. A FIFA estima que cerca de 6,5 milhões de torcedores acompanharão os jogos presencialmente ao longo da competição.

Um calendário extenso e diversificado

O pontapé inicial será dado na quinta-feira, 11 de junho, no emblemático Estádio Azteca, na Cidade do México, com a seleção mexicana enfrentando a África do Sul. A grande final está marcada para domingo, 19 de julho, no Estádio MetLife, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. A disputa pelo terceiro lugar acontecerá na véspera da final, em 18 de julho, no Estádio Hard Rock, em Miami, nos EUA.

Os caminhos do Brasil na fase de grupos

A seleção brasileira está no Grupo C, ao lado de Marrocos, Haiti e Escócia. Os jogos da equipe na fase de grupos já estão definidos, com horários de Brasília:

  • Brasil x Marrocos: sábado, 13 de junho, às 19 horas, em Nova Jersey;
  • Brasil x Haiti: sexta-feira, 19 de junho, às 21h30, na Filadélfia;
  • Brasil x Escócia: quarta-feira, 24 de junho, às 19 horas, em Miami.

Cidades-sede e distribuição de jogos

Os 104 jogos serão distribuídos por 16 cidades nos três países anfitriões. Veja a lista completa:

Estados Unidos (78 jogos)

  • Atlanta
  • Boston
  • Dallas
  • Houston
  • Kansas City
  • Los Angeles
  • Miami
  • Nova York/Nova Jersey
  • Filadélfia
  • Seattle
  • Área da Baía de São Francisco

México (13 jogos)

  • Guadalajara
  • Cidade do México
  • Monterrey

Canadá (13 jogos)

  • Toronto
  • Vancouver

Impacto dos fusos horários no público brasileiro

A vasta extensão geográfica das cidades-sede resultará em uma grande variedade de horários de jogos para o público brasileiro, que poderá acompanhar partidas desde a tarde até a madrugada, com inícios previstos para 16h, 19h, 22h, 23h e 1h (horário de Brasília).

A diferença de fusos horários varia significativamente:

  • Atlanta, Boston, Miami, Nova York/Nova Jersey e Filadélfia: uma hora atrás de Brasília (jogo local às 18h será às 19h no Brasil).
  • Dallas, Houston e Kansas City: duas horas atrás de Brasília.
  • Los Angeles, Seattle e São Francisco: quatro horas atrás de Brasília.
  • México (Cidade do México, Monterrey e Guadalajara): três horas atrás de Brasília.
  • Canadá: Toronto (uma hora atrás) e Vancouver (quatro horas atrás) de Brasília.

Presenças e preocupações: Trump e ICE

A presença de líderes de Estado na cerimônia de abertura é uma tradição, e a participação do então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é aguardada, embora ainda não haja confirmação oficial. Sua possível presença sublinha a relevância geopolítica do evento.

Apesar da expectativa de festa e união, questões sensíveis, como a atuação do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE), geram preocupação entre as comunidades de imigrantes e defensores de direitos. Embora autoridades americanas, incluindo o secretário de Segurança Interna, Markwayne Mullin, e o copresidente do comitê organizador de Miami, Rodney Barreto, garantam que o ICE não estará nos estádios para prisões em massa de imigrantes, e que sua atuação se concentrará em inteligência e crimes transnacionais, a possibilidade de prisões eventuais durante o evento não foi totalmente descartada. Essa dualidade entre a segurança do evento e a dignidade dos visitantes sublinha a complexidade de sediar um evento de tamanha magnitude em um contexto global.

A situação do Irã na Copa

A participação da seleção do Irã na Copa do Mundo de 2026 permanece incerta devido às tensões geopolíticas entre Irã e Estados Unidos, país que receberá a maior parte dos jogos. A imprensa iraniana noticiou que a equipe fará parte de sua preparação em Antalya, na Turquia, antes de seguir para o estado do Arizona, onde ficaria baseada durante o Mundial, aguardando definições sobre essa delicada questão.

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