DISPUTA SOBRE JORNADA
Fiesp classifica PEC do fim da escala 6 X 1 como PEC Boca de Urna
Em nota, a entidade critica a tramitação acelerada da proposta e projeta aumento de até 20% nos custos trabalhistas.
A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo posicionou-se contrariamente à Proposta de Emenda à Constituição que visa o fim da escala 6 X 1, classificando a medida como “PEC Boca de Urna”. O posicionamento foi oficializado na quinta-feira (27/08/2026), sob o argumento de que a pauta estaria sendo conduzida por motivações estritamente eleitorais, em detrimento de uma análise técnica aprofundada.
O documento, assinado por Paulo Skaf, presidente da Fiesp, manifesta preocupação com o impacto econômico da mudança, que, segundo cálculos da entidade, pode elevar o custo do trabalho em até 20%. A crítica central recai sobre a celeridade do processo legislativo, que, na visão da instituição, atropela o diálogo necessário com os setores produtivos do Brasil.
A controvérsia ganhou tração após o senador Omar Aziz (PSD-AM), relator da Proposta de Emenda à Constituição no Senado, apresentar parecer favorável ao texto na mesma quinta-feira (27/08/2026). A proposta prevê a redução da jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garantindo dois dias de descanso remunerado aos trabalhadores sem a redução de seus vencimentos.
Paulo Skaf pontuou que o cronograma de tramitação deslegitima o convite feito pelo relator para um debate em Brasília com empresários e especialistas, como o professor José Pastore. Para a Fiesp, submeter um tema de tamanha relevância para a dignidade laboral e para a economia à urgência do calendário eleitoral configura um desrespeito ao setor que sustenta o mercado de trabalho nacional.
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