COOPERAÇÃO INTERNACIONAL

Lula coloca Brasil à disposição dos EUA para combater o narcotráfico

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursando sobre combate ao crime organizado.
O Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) • Roberto Casimiro/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O presidente afirmou que o país está preparado para atuar contra o crime organizado em parceria com a gestão de Donald Trump.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sinalizou que o Brasil está pronto para colaborar com os Estados Unidos no enfrentamento ao crime organizado e ao narcotráfico, desde que haja interesse comum entre as nações. A declaração foi feita na quinta-feira (27/08/2026), em entrevista ao Jornal Nacional, evidenciando uma tentativa de fortalecer a segurança regional.

Durante a entrevista, o presidente detalhou que entregou uma proposta formal a Donald Trump. O objetivo é integrar esforços, utilizando a estrutura da Polícia Federal em Manaus como um polo estratégico para monitorar as fronteiras, contando com a participação de representantes policiais de países da América do Sul. A intenção, segundo Luiz Inácio Lula da Silva, é recuperar o controle estatal sobre territórios dominados por organizações criminosas.

O chefe do Executivo ressaltou que a complexidade da segurança pública demanda alto investimento em inteligência e atuação coordenada da Polícia Federal. Esse movimento ocorre em um contexto regional onde o Equador já recebe apoio de operações militares dos EUA, sob a aliança intitulada Escudo das Américas, que reúne cerca de 19 países da América Latina e do Caribe para conter o tráfico transcontinental.

A cooperação ganha contornos de urgência após o Departamento de Estado norte-americano classificar, em maio, o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como Terroristas Globais Especialmente Designados. A medida reconheceu a violência dessas facções contra autoridades e civis brasileiros.

Apesar da proximidade diplomática, Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu, em entrevista à Record no domingo (23/08/2026), que a relação respeitosa com Donald Trump enfrenta desafios impostos pelo segundo escalão de ambos os governos. O diálogo entre os líderes, que também incluiu temas como a crise na Ucrânia e no Irã, teve início oficial em um telefonema realizado na sexta-feira (21/08/2026).

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