ACORDO HISTÓRICO

Fiern firma acordo para impulsionar bioindústria na Amazônia Legal

Roberto Serquiz, presidente da Fiern, em Brasília.
Presidente da Fiern, Roberto Serquiz, em Brasília para encontro da CNI.

Fiern e MDIC lançam programa para inovar e descarbonizar a região amazônica, alinhado à Nova Indústria Brasil. Decisão visa valorizar biodiversidade e fortalecer cadeias produtivas.

A Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Norte (Fiern) participou, nesta segunda-feira, 22 de junho de 2026, em Brasília, da assinatura de um acordo de cooperação voltado ao desenvolvimento da bioindústria e à agenda de descarbonização no País. A decisão, tomada em reunião da diretoria da Confederação Nacional da Indústria (CNI), representa um marco para o fortalecimento da inovação tecnológica e das cadeias produtivas da Amazônia Legal, impactando diretamente a dignidade e o desenvolvimento socioeconômico da região.

Firmado por meio do Instituto Euvaldo Lodi (IEL) e do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o acordo estabelece o Programa Inova Bioindústria Amazônica. Essa iniciativa ambiciosa busca impulsionar a inovação tecnológica e fortalecer as cadeias produtivas locais, promovendo a geração de valor a partir da rica biodiversidade amazônica.

Roberto Serquiz em Brasília para assinatura de acordo.
Roberto Serquiz em Brasília para assinatura de acordo.

O programa articula o IEL, o MDIC, o Centro de Bionegócios da Amazônia (CBA) e a Ação Pró-Amazônia. Juntos, eles atuarão em uma estratégia integrada que conecta pesquisa, desenvolvimento tecnológico e atividade empresarial. O foco é a geração de valor agregado a partir dos recursos da biodiversidade amazônica, uma abordagem que respeita e valoriza o potencial natural da região.

Durante o encontro, o presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou a importância do projeto como uma nova etapa para a indústria brasileira. Ele enfatizou a combinação de desenvolvimento econômico, inovação e sustentabilidade. ‘Esse programa integra talentos, conhecimento e empresas para posicionar a bioindústria amazônica como um motor estratégico de inovação, competitividade e desenvolvimento sustentável’, afirmou.

Para Roberto Serquiz, presidente da Fiern, a iniciativa se diferencia por incorporar mecanismos de acompanhamento e avaliação. ‘Essa parceria está preocupada não apenas com o planejamento, mas com o monitoramento dos resultados’, ressaltou Serquiz, demonstrando o compromisso com a efetividade das ações e o bem-estar social.

A criação do programa ocorre em um contexto de crescente relevância da bioeconomia e da descarbonização na política industrial brasileira. A estratégia está alinhada às diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB), política lançada pelo governo federal para estimular investimentos em inovação, sustentabilidade e competitividade, promovendo um futuro mais justo e próspero.

Segundo a secretária de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria do MDIC, Julia Cortez da Cunha Cruz, a formalização da parceria materializa os objetivos da nova política industrial. ‘A política industrial de hoje não é igual à que se fazia nos anos 70 e mesmo no início dos anos 2000. Hoje, a política industrial precisa ser feita de forma conectada com os instrumentos tradicionais, mas também com uma visão de indústria inovadora e sustentável’, explicou.

Além de Serquiz, participaram da reunião o vice-presidente da CNI e ex-presidente da Fiern, Amaro Sales de Araújo, e o diretor primeiro-secretário da federação potiguar, Heyder Dantas. Os dirigentes integram a comitiva do Rio Grande do Norte que esteve em Brasília para participar do evento ‘A Indústria na Agenda dos Presidenciáveis’, promovido pela CNI.

A reunião também abordou iniciativas para o fortalecimento da gestão e da competitividade no setor industrial. A diretora de Governança Interna e Externa da CNI, Danusa Costa Lima, apresentou os resultados do programa LiderA, que visa ampliar a participação feminina em posições de liderança na indústria brasileira por meio de mentoria, educação executiva global e apoio a projetos estaduais.

Outro tema debatido foi o impacto social e econômico das apostas esportivas online. O diretor-superintendente do Serviço Social da Indústria (Sesi), Paulo Mól, apresentou uma cartilha educativa desenvolvida para conscientizar estudantes e trabalhadores sobre os riscos associados às apostas, com versões voltadas ao ambiente escolar e às empresas industriais.

A agenda reforçou o alinhamento do Sistema Indústria com temas prioritários para o setor produtivo, como inovação, sustentabilidade, formação de lideranças e qualificação da mão de obra. O objetivo é preparar a indústria para a transformação tecnológica e a transição para uma economia de baixo carbono, garantindo um futuro mais digno e sustentável para todos.

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