IMPOSTO DE IMPORTAÇÃO
Fernando Haddad afirma que governadores iniciaram cobrança da taxa das blusinhas
O ex-ministro da Fazenda defendeu a taxa e declarou que os governadores "estavam corretos" ao cobrá-la. A declaração gerou reações e contestações em redes sociais e por políticos.
Fernando Haddad, ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, declarou nesta segunda-feira, 15 de junho de 2026, que a iniciativa de cobrar a “taxa das blusinhas” partiu dos governadores. Durante um evento da revista Veja em São Paulo, Haddad defendeu a cobrança, afirmando que os governadores “estavam corretos” em implementá-la. Essa taxa, referente ao imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, foi objeto de medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 12 de maio, zerando a alíquota de 20% que vigorava desde 1º de agosto de 2024.
O ex-ministro argumentou que a cobrança não foi uma ação partidária, mas sim um esforço conjunto. “Não foi uma coisa partidária do PT, do PL, do União Brasil, todo mundo sentou numa mesa e decidiu corrigir uma distorção, e o Congresso por unanimidade aprovou”, disse Haddad. A proposta da “taxa das blusinhas” contou com o endosso da equipe econômica do governo federal, que a defendeu como um meio de promover isonomia tributária para empresas brasileiras, em comparação com as isenções anteriores para compras de até US$ 50 entre pessoas físicas em sites estrangeiros.
A declaração de Haddad provocou repercussão e contestações em plataformas digitais. Notas da Comunidade do X (anteriormente Twitter) adicionaram contexto a publicações, contestando a narrativa apresentada pelo ex-ministro. Uma das notas explicou que a taxa de 20% sobre o preço de compras internacionais, aprovada pelo Congresso, foi criada enquanto Haddad era ministro, e que os governadores cobram o ICMS separadamente. A nota também informou que a taxa voltará a ser cobrada no próximo ano.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também comentou a fala de Haddad em seu perfil no X, expressando sua discordância. “A cara nem fica vermelha!”, escreveu o senador, criticando a declaração.
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