DISPUTA ELEITORAL PAULISTA
Haddad reivindica Carbono Oculto e questiona gastos de Tarcísio
A campanha de Fernando Haddad foca na segurança e critica investimentos de Tarcísio de Freitas em obras e contratos de rodovias.
A campanha de Fernando Haddad (PT) definiu a segurança pública como eixo central de críticas à gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos) na disputa pelo Governo de São Paulo. O petista pretende antecipar a divulgação de suas propostas para a área neste sábado (8/8), com o plano de governo completo previsto para o dia 15.
O foco estratégico do PT é questionar a eficácia da política de segurança implementada sob a gestão de Guilherme Derrite (PP). Para a oposição, a abordagem de linha dura resultou em aumento na letalidade policial sem promover avanços reais no desmantelamento de organizações criminosas ou no índice de resolução de delitos, afetando diretamente a sensação de segurança dos cidadãos.
Neste cenário, Haddad busca reivindicar o protagonismo da operação Carbono Oculto, ação policial que mirou a rede de lavagem de dinheiro do crime organizado com conexões na Faria Lima. A narrativa da campanha petista sustenta que o sucesso da operação é fruto de dois anos de inteligência desenvolvida pela Receita Federal e pelo Ministério da Fazenda.
A ofensiva também atinge o projeto Muralha Paulista, vitrine tecnológica de Tarcísio. O programa enfrenta questionamentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE) devido a um contrato firmado sem licitação, atualmente sob suspensão por parte do governo, embora instâncias como o Ministério Público e o TCE tenham arquivado apurações sobre o caso.
Além da segurança, a campanha de Haddad direciona críticas aos gastos estaduais. Entre os pontos contestados, destaca-se o repasse de R$ 3,7 bilhões para antecipar a Linha 6 – Laranja do metrô e a compensação de R$ 2,5 bilhões paga pela Artesp às concessionárias de rodovias, sob a justificativa de desequilíbrio financeiro durante a pandemia.
O PT também questiona o adiamento do sistema “free flow” de pedágios. O início da cobrança automática foi postergado de setembro deste ano para janeiro de 2027, obrigando o Estado a ressarcir a concessionária pelos valores não arrecadados durante o período, medida classificada pela oposição como eleitoreira.
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