SAÚDE PÚBLICA ALERTA
Febre maculosa provoca quatro mortes no Rio de Janeiro
A Secretaria de Estado de Saúde confirmou as vítimas fatais este ano. O Ministério da Saúde intensifica o envio de antibióticos para a rede pública.
A Secretaria de Estado de Saúde (SES-RJ) confirmou a ocorrência de quatro óbitos causados pela febre maculosa no Rio de Janeiro ao longo deste ano. A medida visa orientar a população sobre os riscos da doença e reforçar as estratégias de prevenção e busca por atendimento médico imediato diante dos sintomas iniciais.
A gravidade da febre maculosa reside no seu caráter infeccioso, transmitido pela picada do carrapato infectado em ambientes rurais, matas ou áreas de pasto frequentadas por animais como cavalos, capivaras e cães. A notificação de novos casos reforça a necessidade de vigilância constante, especialmente em regiões que historicamente apresentam incidência da enfermidade.
Para conter o avanço das contaminações, o Ministério da Saúde atua na distribuição de doxiciclina, o antibiótico de referência para o tratamento. Apenas em 2026, foram enviadas mais de 2,3 mil ampolas e 10,9 mil comprimidos para garantir a assistência via Sistema Único de Saúde (SUS).
Identificação de sintomas e prevenção
O diagnóstico precoce é fundamental para salvar vidas, embora a doença possa ser confundida com outras condições virais. Pacientes devem buscar especialistas ao notarem sinais como dor de cabeça intensa, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal e dores musculares persistentes.
Casos graves, que exigem monitoramento hospitalar, podem evoluir com inchaço e vermelhidão nas extremidades, além de episódios críticos de paralisia muscular. O tratamento é realizado por via medicamentosa durante sete dias, mantendo a administração por mais três dias após a cessação da febre.
Especialistas recomendam medidas preventivas básicas ao transitar em áreas arborizadas: vestir roupas claras para facilitar a visualização de carrapatos, usar calças, botas e blusas de mangas compridas, e aplicar repelentes específicos. Além disso, o cuidado com animais de estimação, removendo carrapatos com pinças sem esmagá-los e higienizando a área com álcool ou água e sabão, é um passo essencial para evitar a transmissão domiciliar.
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