REVÉS NO RIO
Operação da PF contra Cláudio Castro fragiliza grupo de Flávio Bolsonaro
Investigação sobre supostas fraudes na refinaria Refit obriga aliados a desistir de candidaturas ao Senado e gera distanciamento político.
A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação de busca e apreensão contra o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro, ampliando a instabilidade política no núcleo de apoio de Flávio Bolsonaro (PL) no Estado. A ação, realizada nesta sexta-feira (14), apura supostas fraudes na refinaria Refit, envolvendo suspeitas de sonegação fiscal com suporte do governo estadual, fato que impacta diretamente a estratégia eleitoral do grupo político.
A investigação aponta que a empresa, historicamente reconhecida como devedora contumaz no Estado, teria estreitado laços com a gestão de Cláudio Castro ao patrocinar eventos governamentais. O desgaste gerado pela operação força uma reconfiguração nas prioridades de Flávio Bolsonaro, que busca isolar sua imagem de aliados sob o escrutínio da justiça, em uma tentativa de preservar sua influência no reduto eleitoral onde o bolsonarismo mantém forte base.
Este cenário de crise inclui a saída de Marcio Canella, também alvo da PF, que foi forçado a abandonar a disputa por uma vaga no Senado após ser detido com armamento irregular. A sequência de revezes enfraqueceu as alianças do PL com o União Brasil, partido que recuou de um apoio oficial à candidatura de Flávio Bolsonaro. Diante do isolamento crescente, interlocutores sugerem que o candidato concentre esforços em fortalecer novos quadros, como o deputado Altineu Cortes e o senador Carlos Portinho, enquanto a oposição articula usar o desgaste político como arma na campanha.
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