DESENROLA REPASSA DÍVIDAS
Famílias renegociaram R$ 17,5 bilhões em dívidas com o Desenrola 2.0
Programa do governo federal alcança mais de 7,5 milhões de famílias, com descontos médios de 80%. Nova modalidade, Desenrola Adimplentes, visa trabalhadores informais.
Mais de 7,5 milhões de famílias brasileiras conseguiram renegociar R$ 17,5 bilhões em dívidas com o Desenrola 2.0, de acordo com balanço divulgado nesta terça-feira, 30/06/2026, pelo Ministério da Fazenda. O programa de renegociação do governo federal já atingiu um terço (32,9%) do que foi registrado na primeira edição da iniciativa, entre 2023 e 2024, de R$ 53,2 bilhões.
O Desenrola 2.0 tem duração total de 90 dias. Com o programa, os beneficiários obtiveram descontos médios de 80% para quitar seus débitos. O Ministério da Fazenda informou que mais de 4,9 milhões de pessoas deixaram os cadastros de inadimplência após o lançamento.
Ao incluir as modalidades do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e Empresas, o montante total de dívidas renegociadas chega a R$ 41,6 bilhões.
O Desenrola Famílias atende brasileiros com renda de até 5 salários mínimos. O programa permite renegociar dívidas de cartão de crédito, cheque especial e empréstimos, com atraso entre 90 dias e 2 anos, contraídas até janeiro de 2026. O acesso é feito pelos canais oficiais dos bancos.
A primeira edição do Desenrola, realizada entre 2023 e 2024, focou na repactuação de dívidas bancárias e não bancárias. A estimativa é que o programa tenha custado R$ 1,7 bilhão ao Tesouro Nacional.
Em um esforço para ampliar o acesso ao crédito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lançou, na segunda-feira, 29/06, o programa Desenrola Adimplentes. A iniciativa é destinada a trabalhadores informais que, apesar de manterem um histórico recente de pagamentos em dia, enfrentam dificuldades para obter novos empréstimos.
A nova modalidade busca diminuir o risco de inadimplência entre trabalhadores informais que mantêm suas contas em dia ou com atrasos de até 90 dias. O Desenrola Adimplentes visa criar oportunidades para que esse grupo reorganize a vida financeira, com juros menores e condições mais favoráveis para futuras renegociações.
A ampliação é direcionada a trabalhadores sem vínculo empregatício regido pela CLT, que não sejam servidores públicos nem beneficiários de aposentadoria ou pensão do INSS. A medida permite que trabalhadores informais com empréstimo pessoal em andamento de até R$ 15 mil por instituição financeira negociem o valor da operação contratando um novo empréstimo para quitação integral da dívida anterior.
As condições de negociação incluem uma taxa máxima de juros de 1,99% ao mês, prazo equivalente ao remanescente da dívida original com possibilidade de ampliação, e a nova parcela não deve exceder 90% do valor da prestação original. O programa ainda oferece a possibilidade de crédito adicional e conta com a garantia do Fundo Garantidor de Operações (FGO).
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