DESAPARECIMENTO E INVESTIGAÇÃO

Família busca por Bruno Fernando Rego, brasileiro desaparecido na França com prisão decretada

Irmã fala sobre motorista brasileiro que sumiu na França
Beatriz Rego relata a busca por informações sobre seu irmão, Bruno, desaparecido na França.

Motorista de Capivari, SP, é alvo de mandado por violência doméstica enquanto parentes tentam localizá-lo para garantir assistência à filha no Brasil.

O motorista de aplicativo Bruno Fernando Rego, de 28 anos e natural de Capivari (SP), encontra-se desaparecido há quase um mês na França. A situação ganhou contornos complexos após a Justiça de Leme (SP) expedir um mandado de prisão preventiva contra o brasileiro, sob suspeita de violência doméstica e lesão corporal contra uma mulher.

O alerta sobre o paradeiro de Bruno partiu de um amigo próximo no dia 6 de julho, após tentativas frustradas de contato iniciadas em 5 de julho. A família, que mantém laços estreitos com o motorista, descreve a ausência de notícias como algo atípico, uma vez que ele possuía o hábito de realizar videochamadas frequentes.

A irmã de Bruno, Beatriz Rego, ressaltou que o motorista viajou para a Europa há aproximadamente um ano com o objetivo de financiar o tratamento de saúde de sua filha de 4 anos, que reside no Brasil e possui sequelas neurológicas. Conforme o relato familiar, o trabalho intenso no exterior era voltado exclusivamente para o suporte financeiro à criança.

O mandado de prisão, fundamentado nos artigos 312 e 313 do Código de Processo Penal (CPP), foi decretado pela juíza Luísa Lemos Debastiani. A magistrada justificou a medida como necessária para a garantia da ordem pública e da integridade da vítima, sendo a ordem judicial válida até 20 de maio de 2030. Familiares afirmaram desconhecer o processo judicial, focando seus esforços exclusivamente na localização de Bruno.

Até o momento, a assistência consular é mediada pelo Ministério das Relações Exteriores, através da Embaixada do Brasil na França, que acompanha o caso sem divulgar dados sigilosos. O Ministério do Interior da França não respondeu aos pedidos de informações até o fechamento desta reportagem.

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