INVESTIGAÇÃO SOBRE FLÁVIO BOLSONARO
Fachin determina Mendonça como relator de investigação de Flávio Bolsonaro no caso 'Dark Horse'
Ministro André Mendonça ficará responsável por analisar notícia-crime sobre suposta ligação de senador com financiamento de filme. Decisão atende a parecer da Procuradoria-Geral da República.
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o ministro André Mendonça será o relator do pedido de investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no âmbito do caso "Dark Horse". A decisão, tomada nesta sexta-feira, 26/06/2026, define quem analisará a notícia-crime apresentada pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ).
A apuração visa esclarecer uma suposta conexão entre o financiamento do filme "Dark Horse" pelo Banco Master, a relação de Flávio Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro e a permanência do deputado federal cassado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos com recursos provenientes da produção cinematográfica.
O pedido de investigação surgiu após uma reportagem do Intercept Brasil detalhar que Flávio Bolsonaro teria solicitado ao banqueiro Daniel Vorcaro a quantia de R$ 134 milhões para o financiamento de um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pai do senador. A notícia-crime aponta que cerca de R$ 61 milhões teriam sido repassados a um fundo associado a Eduardo Bolsonaro nos EUA, levantando a suspeita de que esses valores poderiam ter sido usados para financiar ações de Eduardo contra autoridades brasileiras.
Inicialmente, a notícia-crime foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, pois Lindbergh Farias solicitou a inclusão da conduta de Flávio Bolsonaro no inquérito que já apura Eduardo Bolsonaro, do qual Moraes é relator. No entanto, a questão foi levada ao presidente do STF, Edson Fachin, devido à possibilidade de redistribuição do caso.
Antes de decidir, Fachin requisitou a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Em parecer apresentado na segunda-feira, 22 de junho, a PGR recomendou a redistribuição da notícia-crime ao ministro André Mendonça, argumentando que os fatos narrados possuem maior pertinência com a investigação sobre o Banco Master e Daniel Vorcaro, caso este já relatado por Mendonça.
Fachin acatou o entendimento da PGR e formalizou a redistribuição. Em sua decisão, o ministro destacou que "as circunstâncias justificam a redistribuição destes autos, por parâmetro de prevenção, ao ministro André Mendonça", pois os episódios mencionados na comunicação de crime coincidem com o objeto de outras investigações sob a relatoria de Mendonça, o que torna prudente a concentração da apuração em seu gabinete.
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