AGRO NACIONAL EM ALTA
Exportações do agro disparam 8% e alcançam US$ 16 bilhões em maio de 2026
Valorização de 8,2% em relação a maio de 2025 impulsiona balança comercial. Soja e carnes lideram alta, com China como principal destino.
O agronegócio brasileiro registrou um desempenho expressivo em maio de 2026, com exportações totalizando US$ 16 bilhões. Este valor representa um crescimento notável de 8,2% em comparação com o mesmo período de 2025. A força do setor o consolidou como responsável por 50,2% do total das exportações do Brasil no mês, demonstrando seu papel crucial na economia nacional. As informações detalhadas foram divulgadas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária na 5ª feira (11.jun.2026).
No acumulado de janeiro a maio de 2026, as vendas externas do agronegócio atingiram US$ 70,5 bilhões, um aumento de 4,6% em relação aos primeiros cinco meses do ano anterior. Essa trajetória ascendente reforça a resiliência e a importância estratégica do setor para a balança comercial brasileira. O superávit comercial do agronegócio em maio alcançou US$ 14,4 bilhões, um incremento de 9,7% na comparação anual, enquanto as importações registraram uma queda de 3,6%, somando US$ 1,6 bilhão.
Os resultados de maio em relação ao ano anterior foram impulsionados tanto pelo volume exportado, que apresentou alta de 3,6%, quanto pelo preço médio dos produtos, que cresceu 4,4%. Esse cenário positivo se reflete na prosperidade dos produtores e na geração de empregos em toda a cadeia produtiva do agro.
CHINA LIDERA COM DEMANDA CRESCENTE
A China reafirmou sua posição como o principal mercado para os produtos agropecuários do Brasil. Em maio de 2026, as vendas para o gigante asiático somaram US$ 6,3 bilhões, um acréscimo de 12,8% em um ano. Quase 40% de tudo que o agronegócio brasileiro exportou no período teve como destino o país asiático, evidenciando a forte dependência e a importância da relação comercial.
A União Europeia ocupou o segundo lugar, com importações de US$ 2,4 bilhões, um avanço de 5,4%. Os Estados Unidos, por sua vez, registraram uma queda de 28% em suas importações, totalizando US$ 837 milhões. Mercados como Bangladesh, Tailândia, Vietnã, Paquistão, Turquia e Jordânia demonstraram um apetite crescente, ampliando significativamente suas aquisições de produtos brasileiros.
SOJA E PROTEÍNAS ANIMAS IMPULSIONAM RESULTADOS
A soja em grão se destacou mais uma vez, sendo um dos principais motores das exportações. O produto gerou US$ 6,3 bilhões, com uma alta de 14,6%, após o embarque de 14,8 milhões de toneladas. O complexo da soja, que inclui derivados, movimentou um total de US$ 7,5 bilhões no mês.
As três principais proteínas animais brasileiras – bovina, de frango e suína – também apresentaram resultados robustos, somando juntas US$ 3,2 bilhões em maio: A carne bovina in natura registrou US$ 1,7 bilhão (+50,2%), com a China absorvendo 61,4% do total exportado. A carne de frango in natura alcançou US$ 883 milhões (+40%), sendo vendida para mais de 135 países, e a carne suína in natura totalizou US$ 278 milhões (+1,4%). Esses números refletem a qualidade e a competitividade da produção nacional, agregando valor e gerando renda para os pecuaristas.
CRESCIMENTO EM PRODUTOS DIVERSIFICADOS
Além dos grandes volumes, outros produtos apresentaram crescimentos percentuais expressivos. O óleo de milho teve um salto notável de 798%, somando US$ 28,5 milhões. O algodão também demonstrou força, com exportações atingindo US$ 450 milhões (+45,3%).
Um destaque especial foi o avanço do DDG (Dried Distillers Grains), um subproduto da indústria de etanol de milho utilizado como ração animal. De janeiro a maio, o produto movimentou US$ 130 milhões em exportações (+37,7%), com China e Turquia como principais compradores, indicando novas oportunidades de mercado para a agroindústria brasileira.
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