DIREITOS HUMANOS

Exército de Israel apura tortura após foto de prisioneiro viralizar

Registro fotográfico mostra prisioneiro palestino em condição de tortura.
Imagem de prisioneiro palestino amarrado desencadeou investigação oficial por parte do Exército de Israel.

As Forças Armadas de Israel confirmaram a autenticidade da imagem de um palestino amarrado. Investigação busca identificar os responsáveis pelo episódio.

O Exército de Israel iniciou uma investigação interna após validar a autenticidade de uma fotografia que retrata um prisioneiro palestino em situação de vulnerabilidade extrema, realizada em 11/07/2026. A imagem, que gerou forte indignação internacional, exibe um detido vendado e seminu, mantido amarrado a uma cama dobrável, o que levanta suspeitas de graves violações aos direitos humanos e possíveis crimes de guerra.

No registro visual, o homem aparece de bruços, utilizando apenas peças íntimas, com as mãos contidas por cordas e um objeto improvisado. A publicação original da foto, veiculada por um soldado israelense, continha a legenda irônica “Bom dia”, um gesto que contrasta drasticamente com a dignidade exigida no tratamento de qualquer ser humano sob custódia.

As Forças Armadas de Israel (IDF, na sigla em inglês) classificaram o comportamento como “incomum” e ressaltaram que as ações documentadas divergem frontalmente dos valores e regulamentos da instituição. Embora o órgão tenha assegurado que medidas disciplinares serão aplicadas, o Exército ainda não divulgou detalhes sobre o local do ocorrido, a identidade do prisioneiro ou as unidades militares envolvidas.

Desde o início da guerra na Faixa de Gaza, em outubro de 2023, entidades de direitos humanos têm documentado relatos recorrentes de abusos contra detidos. Sari Bashi, diretora executiva do Comitê Público Contra a Tortura em Israel, alerta que a exposição da vítima e as condições de confinamento sugerem uma prática punitiva deliberada, o que é estritamente proibido pelo direito internacional humanitário.

A denúncia ganhou força nas redes sociais após ser compartilhada pelo ativista palestino identificado como Tamer. Enquanto a apuração segue em curso, o caso permanece sob análise, e a expectativa é que os resultados da investigação determinem as punições administrativas e criminais cabíveis aos militares responsáveis pela conduta.

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