JUSTIÇA DECIDE

Ex-vizinho é condenado a 41 anos de prisão por matar adolescente em Extremoz

Imagem ilustrativa do caso Maria Fernanda
Caso Maria Fernanda: júri popular

Alex Moreira da Silva, ex-vizinho da família, recebeu a pena máxima após julgamento popular. O crime chocou a comunidade pela brutalidade e pela idade da vítima. A sentença visa trazer algum consolo aos familiares e reforçar a aplicação da lei contra crimes hediondos.

O Tribunal do Júri decidiu, nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026, condenar o pedreiro Alex Moreira da Silva a 41 anos de prisão, em regime fechado. A decisão atende ao pedido da acusação e representa um marco na busca por justiça para a família da adolescente Maria Fernanda da Silva Ramos, de 12 anos, assassinada e estuprada em 2024. O homem, que era ex-vizinho da vítima, foi considerado culpado pelos crimes de feminicídio qualificado, estupro de vulnerável, fraude processual e ocultação de cadáver, evidenciando a gravidade dos atos cometidos e o impacto devastador na dignidade da jovem e de seus entes queridos. A condenação se baseou na robustez das provas apresentadas pela acusação, que incluiu o depoimento de sete testemunhas. A defesa não apresentou testemunhas, o que reforça a força da narrativa construída pelo Ministério Público. O júri popular, composto por quatro homens e três mulheres, acolheu os argumentos e decretou a pena máxima, enviando uma mensagem clara sobre a intolerância a crimes que ceifam vidas inocentes e violam direitos fundamentais. O corpo de Maria Fernanda foi localizado em 4 de novembro de 2024, enterrado em um matagal próximo à Lagoa de Pitangui, em Extremoz. No mesmo dia, o veículo utilizado no crime foi encontrado carbonizado em Macaíba. A rápida ação policial levou à prisão de Alex Moreira da Silva, que se escondia na residência de parentes no distrito de Arenã, em São José de Mipibu, encerrando um capítulo trágico na história da região. A sentença definitiva, sem possibilidade de recurso para a acusação, representa o fim da jornada judicial, embora a dor pela perda da adolescente permaneça.

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