DISCRIMINAÇÃO NO TRABALHO

Ex-funcionários processam Meta por uso de IA em demissões

Fachada e marca da empresa Meta em destaque no mercado financeiro.
Ações da Meta enfrentam péssimo momento na bolsa de NY. Foto: Reuters

Ação coletiva alega que sistema de IA favoreceu o desligamento de trabalhadores com deficiência ou problemas de saúde durante reestruturação da companhia.

Um grupo de 26 ex-funcionários protocolou uma ação judicial contra a Meta, acusando a empresa de utilizar um sistema de inteligência artificial para selecionar trabalhadores com deficiência ou histórico de licença médica em seus processos de demissão em massa. A denúncia foi registrada nesta terça-feira, 14/07/2026, em um tribunal federal de Oakland, na Califórnia, nos Estados Unidos.

O processo, inicialmente reportado pela Reuters, aponta que a ferramenta de IA teria priorizado o desligamento de profissionais que necessitaram de afastamento por questões de saúde, sob a justificativa de critérios de produtividade. A ação coletiva alega violação de leis federais e estaduais que coíbem a discriminação e retaliação contra pessoas com deficiência, gestantes ou indivíduos que utilizaram licenças médicas.

Os autores da ação, que mantêm o anonimato, residem em seis estados americanos, incluindo Califórnia, Nova York e o Distrito de Columbia. O caso traz à tona o debate sobre o uso de algoritmos na gestão de pessoas, levantando preocupações sobre a desumanização de processos críticos que afetam a dignidade e a estabilidade profissional.

Em resposta às acusações, a Meta negou as irregularidades. Um porta-voz da companhia afirmou à Reuters nesta terça-feira, 14/07/2026, que as decisões sobre o quadro de pessoal são tomadas por pessoas, não por inteligência artificial, e que o processo judicial carece de fundamento. Cabe, agora, ao tribunal analisar o mérito e decidir sobre a viabilidade das alegações.

As demissões em questão ocorreram após uma rodada de cortes realizada em maio de 2026, quando a Meta desligou cerca de 8 mil funcionários. A reestruturação, liderada pela diretora de recursos humanos Janelle Gale, visa concentrar recursos no desenvolvimento de IA. De acordo com dados da Bloomberg, a empresa planeja investir até US$ 135 bilhões em tecnologias de inteligência artificial em 2026, incluindo a aquisição de chips da AMD.

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