AMES & ESTADOS UNIDOS

EUA classifica gangue equatoriana Los Chone Killers como organização terrorista

Presidente Donald Trump em coletiva de imprensa.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em coletiva.

Decisão impacta economicamente o grupo, conhecido por auxiliar cartéis mexicanos. O Equador reforça cooperação com Washington.

O governo dos Estados Unidos incluiu a organização criminosa equatoriana Los Chone Killers nas listas norte-americanas de grupos terroristas. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira, 01/07/2026, pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, com o objetivo de combater o narcotráfico e o crime organizado na região. A classificação impacta diretamente a estrutura financeira e operacional do grupo, além de reforçar a cooperação internacional na segurança regional.

O grupo foi classificado como Organização Terrorista Estrangeira (FTOs) e Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGT). Essa medida tem o poder de afetar a organização criminosa e seus afiliados por vias econômicas, como o bloqueio de bens e restrições financeiras. Recentemente, as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) também foram incluídas nessas mesmas listas.

Os Los Chone Killers foram fundados em meados de 2020, após se separarem da organização Los Choneros — que já é classificada como organização terrorista por Washington. Suas principais atividades concentram-se no tráfico de drogas, auxiliando cartéis mexicanos a escoar entorpecentes para os Estados Unidos.

“Trabalhando com o presidente Daniel Noboa no Equador, continuaremos a fortalecer a nossa segurança regional e garantiremos que narcoterroristas não tenham lugar em nosso hemisfério”, declarou o secretário de Estado dos EUA em um comunicado oficial. Essa declaração ressalta o compromisso bilateral em combater as ameaças transnacionais.

Daniel Noboa, reeleito presidente do Equador no último ano com a promessa de políticas mais rigorosas contra o crime organizado, tem buscado alianças internacionais para fortalecer o combate à violência. Em 2025, o líder equatoriano chegou a cogitar uma parceria com Erik Prince, empresário norte-americano do setor de segurança privada e fundador da Blackwater, empresa conhecida por atuações controversas no Iraque. Noboa também já deu carta branca para forças norte-americanas agirem no país contra cartéis e aceitou a presença de militares dos EUA em território equatoriano.

Apesar de um projeto de emenda constitucional que permitiria a instalação de bases militares estrangeiras no Equador ter sido barrado por um referendo popular em 2025, a cooperação militar e de inteligência entre Estados Unidos e Equador segue fortalecida para enfrentar as organizações criminosas que afetam a segurança regional.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário