DECISÃO MILITAR HISTÓRICA

EUA autorizam pacote militar bilionário ao Brasil durante governo Lula

Ilustração de helicópteros UH-60M Black Hawk e mísseis FIM-92K Stinger.
Helicópteros UH-60M Black Hawk e mísseis FIM-92K Stinger foram incluídos no pacote militar.

Pacote de até US$ 1,28 bilhão para aquisição de helicópteros e mísseis antiaéreos foi aprovado pelo Departamento de Estado americano.

Os Estados Unidos autorizaram a venda de um expressivo pacote militar ao Brasil, totalizando até US$ 1,28 bilhão. A decisão, anunciada durante a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), impacta diretamente a capacidade de defesa e a modernização das Forças Armadas brasileiras, respondendo a uma demanda por maior autonomia e segurança territorial.

Os pacotes foram aprovados pelo Departamento de Estado americano, por meio do programa Foreign Military Sales (FMS). Este mecanismo, que permite a comercialização de equipamentos e serviços militares entre governos, visa fortalecer a parceria estratégica e a capacidade defensiva do Brasil.

A aquisição abrange 12 helicópteros UH-60M Black Hawk, estimados em até US$ 950 milhões, e 100 mísseis antiaéreos FIM-92K Stinger Block I, com valor estimado em US$ 330 milhões. Juntos, os valores somam aproximadamente R$ 6,6 bilhões, conforme a cotação atual.

É importante notar que as autorizações notificam uma possível venda, e o montante total pode variar. O processo envolve negociação final, contrato, orçamento e cronograma de entrega, e ainda pode ser submetido à aprovação do Congresso americano.

Para os helicópteros Black Hawk, a autorização inicial ocorreu em maio de 2024, incluindo sistemas de navegação, rádios, suporte técnico e logístico. A venda reforça a capacidade brasileira em transporte de tropas, segurança de fronteira, evacuação médica e resposta a desastres. Em dezembro de 2025, o Exército Brasileiro já havia recebido o primeiro dos 12 helicópteros previstos, marcando o início da modernização de sua frota.

Quanto aos mísseis Stinger, a autorização foi publicada em junho de 2026. A solicitação brasileira contempla 100 unidades FIM-92K Stinger Block I e componentes associados. O Departamento de Estado americano justificou a venda como um auxílio ao Brasil para assumir maior responsabilidade por sua segurança territorial e combater o narcoterrorismo, além de fortalecer a defesa aérea e modernizar suas Forças Armadas.

Os mísseis Stinger, produzidos pela RTX (anteriormente Raytheon), são sistemas portáteis de curto alcance para defesa contra ameaças aéreas de baixa altitude. A Lockheed Martin também figura como contratada no pacote.

Essa movimentação diplomática e militar ocorre em um cenário de ajustes nas relações entre Brasília e Washington. Apesar de ruídos pontuais, o canal militar e os programas de cooperação permanecem ativos, indicando a resiliência das relações institucionais de defesa entre os dois países, mesmo durante períodos de maior tensão diplomática.

O FMS é um pilar da cooperação militar dos EUA, facilitando o acesso a sistemas sensíveis e oferecendo suporte técnico, integração e treinamento, com riscos contratuais reduzidos para o comprador.

Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), os EUA também autorizaram vendas militares ao Brasil via FMS, como a de torpedos MK 54 em dezembro de 2020 (US$ 70 milhões) e mísseis Javelin em agosto de 2022 (US$ 74 milhões), porém em pacotes de menor valor.

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