SAÚDE DA MULHER

Estudo do UNICEF revela por que gestantes mudam de ideia sobre o parto normal

Mulher grávida em consulta médica, simbolizando a importância do acompanhamento pré-natal e a tomada de decisão consciente.
Pesquisa do UNICEF analisa determinantes da via de nascimento no Brasil. Foto: Adobe Stock

Pesquisa identifica que fatores psicológicos, sociais e estruturais influenciam a escolha da via de nascimento no Brasil.

A decisão sobre o tipo de parto é um processo construído ao longo de toda a gestação, influenciado por uma complexa rede de fatores psicológicos, sociais e estruturais. Um estudo publicado pelo UNICEF, nesta segunda-feira, 13/07/2026, revela que, embora a maioria das brasileiras deseje inicialmente o parto normal, muitas acabam optando pela cesariana devido a uma combinação de medos, crenças e falhas na rede de apoio e assistência obstétrica.

A pesquisa, que buscou entender por que a via de nascimento nem sempre reflete a vontade inicial da gestante, ouviu 94 mulheres e 37 profissionais de saúde em Belém, PA, e São Paulo, SP. Os resultados mostram que a escolha não é isolada, mas moldada por relatos familiares, pela qualidade do pré-natal e pela organização dos serviços de saúde.

Fatores que impactam a decisão

Os pesquisadores organizaram as influências em três pilares fundamentais. Nos aspectos psicológicos, o medo da dor e o desconhecimento sobre o trabalho de parto surgem como barreiras significativas. No âmbito social, a família exerce papel determinante: enquanto usuárias do SUS recebem incentivo para o parto normal, na rede privada, a percepção de que a cesariana é um padrão de conforto ainda é predominante.

Já os fatores estruturais envolvem a eficácia do pré-natal. O uso do Plano de Parto e o acesso a Centros de Parto Normal são apontados como diferenciais que aumentam a confiança da gestante, enquanto o acesso limitado à analgesia e orientações insuficientes durante o pré-natal frequentemente empurram as pacientes para a cirurgia.

Metodologia e recomendações

O estudo utilizou o Modelo de Determinantes Comportamentais (Behavioural Drivers Model – BDM) para analisar as evidências. Com base no cenário atual, o UNICEF defende que a redução de cesarianas sem indicação clínica passa pelo fortalecimento do vínculo entre gestante e equipe médica, além da inclusão mais efetiva dos parceiros no processo de preparação para o nascimento.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário