TRÂNSITO CAÓTICO
Estudo da TomTom revela Brasil com 4º pior trânsito da América do Sul
Levantamento de 2025 aponta congestionamento médio de 28% no país. Recife lidera ranking nacional com 64,7%.
O Brasil enfrenta um cenário desafiador na mobilidade urbana, classificando-se como o quarto país com o trânsito mais congestionado na América do Sul. Um estudo minucioso da consultoria TomTom, analisado pelo Grupo Lev e divulgado nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026, com base no índice global de tráfego de 2025, revelou que o país registrou um índice médio de trânsito de 28% em 2025. Esses números impactam diretamente a qualidade de vida dos cidadãos, que perdem horas preciosas em deslocamentos diários, e impõem desafios significativos à produtividade e ao bem-estar social.
Em uma análise mais aprofundada sobre o cenário nacional, o congestionamento médio atinge 41,7%, com motoristas se deslocando a uma velocidade média de 29,8 quilômetros por hora. Em apenas 15 minutos, a distância média percorrida é de meros 7,4 quilômetros, um indicativo da lentidão que afeta a rotina de milhões.
No ranking geral, o Brasil fica atrás apenas de nações como Colômbia, com 49% de congestionamento, Peru (37%) e Chile (29%), evidenciando a urgência de soluções para a malha viária do país.
No panorama das capitais brasileiras, Recife (PE) lidera a lista das cidades mais congestionadas, com um impressionante índice de 64,7%. Essa marca representa um aumento de 3,8 pontos percentuais em comparação com 2024. O custo humano é alto: os recifenses perdem, em média, 130 horas por ano presos no trânsito durante os horários de pico, tempo que poderia ser dedicado ao lazer, à família ou ao descanso.
Logo após a capital pernambucana, outras grandes cidades brasileiras também enfrentam desafios significativos. Porto Alegre (RS) registra 59,6% de congestionamento, seguida por Belo Horizonte (MG), com 58,6%, e São Paulo (SP), com 58,5%. Acompanhe o ranking completo das capitais com o trânsito mais denso no Brasil:
- Recife (PE): 64,7%
- Porto Alegre (RS): 59,6%
- Belo Horizonte (MG): 58,6%
- São Paulo (SP): 58,5%, com acúmulo de 132 horas perdidas durante o horário de pico
- Rio de Janeiro (RJ): 57,8%
- Fortaleza (CE): 56,9%
- Curitiba (PR): 54%, com acúmulo de 135 horas perdidas durante o horário de pico
A análise detalha ainda que, na capital paulista, a velocidade média é de apenas 21,7 quilômetros por hora, cobrindo meros 5,47 quilômetros em um quarto de hora. No Rio de Janeiro, a situação é ligeiramente melhor, com uma média de 27,84 quilômetros por hora e 6,92 quilômetros percorridos no mesmo período, mas ainda assim muito abaixo do ideal para uma mobilidade eficiente.
Rodrigo Affonso, co-fundador do Grupo Lev, contextualiza esses números alarmantes. Para ele, os dados revelam "um problema estrutural da mobilidade urbana brasileira", onde "as cidades cresceram mais rápido do que a infraestrutura e continuam excessivamente dependentes do carro individual”. Essa dependência excessiva e o crescimento desordenado são os principais motores de um trânsito que rouba tempo e qualidade de vida de milhões de brasileiros diariamente.
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