MEDICAMENTOS E MOVIMENTO

Estudo da HSHS St. John's aponta redução de atividade física com canetas emagrecedoras

Gráfico ilustrando a redução de atividade física associada ao uso de canetas emagrecedoras.
Estudo conduzido nos Estados Unidos associou o uso de medicamentos emagrecedores à redução na prática de exercícios físicos.

Pesquisa com dados de Fitbit e prontuários eletrônicos dos Estados Unidos revela que adultos com obesidade em uso de análogos de GLP-1 diminuíram passos e tempo de exercício. Resultados preliminares serão apresentados em congresso da Sociedade de Endocrinologia.

[ { "type": "paragraph", "props": {}, "htmlContent": "Uma pesquisa conduzida por cientistas do Hospital HSHS St. John’s, nos Estados Unidos, identificou que adultos com obesidade em tratamento com análogos de GLP-1, conhecidos como \"canetas emagrecedoras\", apresentaram uma redução significativa nos níveis de atividade física. A decisão de investigar essa associação partiu da constatação de que a perda de massa magra é uma preocupação frequente no uso dessas substâncias. A diminuição da movimentação corporal pode agravar esse quadro, visto que o exercício é fundamental para a manutenção da musculatura, força e saúde metabólica durante o emagrecimento. Essa descoberta importa pois pode demandar novas estratégias de acompanhamento para garantir a saúde integral dos pacientes." }, { "type": "paragraph", "props": {}, "htmlContent": "A pesquisa utilizou informações do programa All of Us, uma iniciativa dos National Institutes of Health (NIH), que compila dados clínicos de prontuários eletrônicos e informações coletadas por dispositivos vestíveis como os relógios e pulseiras Fitbit. Inicialmente, foram selecionados 1.950 adultos com obesidade que iniciaram tratamento com medicamentos da classe GLP-1. Deste grupo, 753 participantes forneceram registros de atividade física suficientes para análise detalhada." }, { "type": "image", "props": { "imageUrl": "https://agorarn.com.br/files/uploads/2026/06/WhatsApp-Image-2026-06-15-at-12.25.34-Copia-830x468.jpeg", "altText": "Ilustração representando pesquisa sobre canetas emagrecedoras e atividade física", "caption": "Estudo conduzido nos Estados Unidos associou o uso de medicamentos emagrecedores à redução na prática de exercícios físicos." } }, { "type": "paragraph", "props": {}, "htmlContent": "A amostra era majoritariamente feminina, com 78,6% dos participantes, e a idade média dos voluntários foi de 52,7 anos. Para avaliar o impacto do tratamento na rotina dos pacientes, os pesquisadores compararam os dados de atividade física antes e depois do início do uso dos medicamentos, focando em dois indicadores principais: número de passos diários e tempo dedicado a atividades físicas de intensidade moderada a vigorosa." }, { "type": "paragraph", "props": {}, "htmlContent": "Os resultados revelaram uma redução consistente em ambos os parâmetros. Antes do tratamento, os participantes registravam em média 5.047 passos diários. Após o início do uso das \"canetas emagrecedoras\", esse número caiu para 4.487 passos. Similarmente, o tempo dedicado a atividades físicas mais intensas diminuiu de 28 para 22 minutos diários." }, { "type": "paragraph", "props": {}, "htmlContent": "Segundo os pesquisadores, as maiores reduções foram observadas em homens e em participantes com dores articulares ou musculares. Fatores como idade avançada, insuficiência cardíaca e histórico de acidente vascular cerebral (AVC) não apresentaram influência significativa nos resultados. A pesquisa também não encontrou evidências de que a perda de peso tenha estimulado um aumento espontâneo da atividade física, contrariando a hipótese de que a redução do peso corporal levaria automaticamente a uma rotina mais ativa." }, { "type": "paragraph", "props": {}, "htmlContent": "\"Embora muitas pessoas presumam que a perda de peso naturalmente leva a mais atividade física, nosso estudo sugere o contrário. Os resultados reforçam que o exercício não pode ser opcional para quem utiliza esses medicamentos. É necessário implementar intervenções específicas que incentivem a atividade física juntamente com o tratamento medicamentoso da obesidade\", afirmou Sajana Maharjan, autora principal do estudo. Ela enfatiza que o tratamento da obesidade deve ir além da medicação e incluir estratégias para o estímulo da atividade física." }, { "type": "paragraph", "props": {}, "htmlContent": "O trabalho será apresentado oficialmente durante o ENDO 2026, congresso anual da Sociedade de Endocrinologia, em Chicago, nos Estados Unidos. Por se tratar de uma pesquisa apresentada em evento científico, os resultados são considerados preliminares e aguardam publicação completa em periódico especializado. Os autores ressaltam que a redução observada na atividade física não implica causalidade direta dos medicamentos, mas aponta para uma associação que demanda investigação aprofundada." }, { "type": "paragraph", "props": {}, "htmlContent": "O debate ganha relevância com o crescimento acelerado do uso de medicamentos à base de GLP-1. Pesquisas anteriores indicaram que o uso dessas substâncias não causa perdas musculares preocupantes na maioria dos pacientes. Contudo, a combinação de tratamento medicamentoso, alimentação adequada e prática regular de exercícios permanece a estratégia mais indicada para a preservação dos benefícios do emagrecimento a longo prazo. Os novos resultados reforçam a necessidade de ações específicas para estimular a prática de atividades físicas, visando reduzir o risco de perda funcional e garantir resultados mais duradouros no tratamento da obesidade." } ]

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