BEM-ESTAR INFANTIL

Estratégias para reduzir o tempo de tela de crianças nas férias

Criança manuseando um celular com foco no impacto do uso de telas na infância.
Pediatra orienta sobre a idade ideal para o uso de celulares e estratégias para desconexão.

Especialistas orientam sobre como substituir o uso de dispositivos por atividades manuais e lúdicas, focando no desenvolvimento cognitivo e emocional dos pequenos.

Pais e responsáveis buscam alternativas para minimizar o impacto do uso excessivo de aparelhos eletrônicos durante o período de recesso escolar, decisão reforçada em 13/07/2026. O objetivo central é promover o desenvolvimento saudável das crianças, substituindo o entretenimento passivo por atividades que estimulem a criatividade, o convívio familiar e a saúde mental dos menores, conforme diretrizes de órgãos de saúde.

Juliana Batista, diretora da Papelaria Pedagógica, ressalta que a criança não precisa de dispositivos para se manter ocupada. Segundo ela, basta despertar a curiosidade. "Quando a criança encontra uma atividade que desperta o interesse dela, o tempo de tela diminui naturalmente", explica. Embora o processo possa gerar resistência inicial, a interação em atividades práticas reduz a dependência dos dispositivos.

Dicas por faixa etária

Para crianças de 2 a 4 anos, a orientação é investir em massinhas de modelar, brinquedos de encaixe e pintura, atividades que fortalecem a coordenação motora e o vínculo familiar. Já na faixa de 5 a 7 anos, o foco deve ser o raciocínio lógico por meio de jogos de tabuleiro e desafios de grupo. Para crianças de 8 a 12 anos, projetos manuais, artesanato e colagem são indicados para competir com o apelo do ambiente virtual.

Impactos à saúde

Uma pesquisa realizada pelo Datafolha, encomendada pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal em 2025, revelou que 94% das crianças de 4 a 6 anos estão expostas diariamente às telas, por períodos de duas a três horas. Esse comportamento preocupa especialistas, dado que 56% da população brasileira já reconhece os danos dessa exposição excessiva.

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam que, até os dois anos de idade, a exposição a telas seja evitada integralmente. O uso desmedido está associado a riscos graves, incluindo atrasos na fala, problemas de concentração, obesidade infantil, miopia precoce e quadros de ansiedade ou isolamento social.

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