SAÚDE OCULAR INFANTIL

Especialistas recomendam Teste do Olhinho para identificar problemas de visão em bebês

Um bebê sendo examinado com um aparelho de oftalmologia com luz.
O Teste do Olhinho é um procedimento essencial para a detecção precoce de problemas de visão em bebês.

A avaliação simples e indolor é crucial para o diagnóstico precoce e melhor prognóstico visual da criança, especialmente em data comemorativa.

Na quinta-feira, 10 de julho de 2026, celebra-se o Dia da Saúde Ocular, data que reforça o alerta de especialistas sobre a importância do Teste do Olhinho para a detecção precoce de possíveis problemas de visão em bebês. A recomendação médica é que o primeiro exame de rotina seja realizado entre os seis meses e o primeiro ano de vida do bebê, com um profissional oftalmologista, visando a prevenção.

O Teste do Olhinho é um procedimento simples e indolor, que utiliza uma luz projetada na pupila para analisar o reflexo da retina. Segundo a oftalmologista Dra. Cláudia Mielli Gutierrez Guedes, da rede Meu Doutor Novamed, vinculada à Bradsaúde, o reflexo esperado é a cor vermelha, indicativa da saúde dos vasos sanguíneos. Contudo, se o reflexo apresentar-se branco, isso pode sinalizar condições sérias, como catarata congênita, glaucoma congênito ou, em casos raros, retinoblastoma, um tipo de tumor ocular. Nesses cenários, a criança é imediatamente encaminhada para avaliação especializada.

“Quanto mais precoce o diagnóstico, melhor o prognóstico visual dessa criança, e ela vai ter mais chance de cura e de tratamento”, afirma a Dra. Cláudia Guedes. A especialista esclarece que o desenvolvimento da visão infantil ocorre desde o nascimento até os seis ou sete anos, necessitando de uma rotina de exames oftalmológicos. Pediatras frequentemente encaminham os pequenos para tais consultas já nos primeiros dois anos de vida.

Após os dois anos, é fundamental que pais e responsáveis fiquem atentos a sinais que possam indicar a necessidade de um novo exame. Entre esses sinais estão a necessidade de a criança se aproximar excessivamente da televisão, inclinar a cabeça para focar em objetos, esfregar os olhos com frequência para conseguir enxergar, demonstrar sensibilidade exagerada à luz, esbarrar em objetos ou cair com regularidade. Reclamações de dores de cabeça e dificuldade em ler o que está escrito na lousa, especialmente na idade escolar, também demandam atenção e uma consulta oftalmológica.

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