SAÚDE INFANTIL URGENTE

Catarata congênita em bebê do Acre mobiliza família em busca de tratamento

Bebê Isadora Sophia com olhos voltados para a câmera
Isadora Sophia dos Santos, 11 meses, aguarda procedimento para correção de catarata congênita — Foto: Arquivo pessoal

Após diagnóstico de Isadora Sophia, Sesacre confirma agendamento de cirurgia no Distrito Federal enquanto família busca recursos para agilizar o procedimento.

A detecção de uma opacidade nos olhos de Isadora Sophia dos Santos, aos cinco meses de vida, desencadeou uma corrida contra o tempo pela preservação de sua visão, conforme noticiado nesta segunda-feira, 13/07/2026. A criança, que reside no Acre, foi diagnosticada com catarata congênita e ambliopia, condições que exigem intervenção cirúrgica célere para evitar danos permanentes ao desenvolvimento visual. O alerta inicial partiu de Ana Clara, mãe da bebê, ao notar um reflexo branco incomum durante um Teste do Olhinho realizado com a lanterna do celular. A angústia familiar intensificou-se durante a fase de exames, que incluíram a exclusão da hipótese de retinoblastoma, um tipo de câncer ocular infantil, felizmente descartado por ressonância e ultrassom. A oftalmologista Arieli Fernanda ressalta que o sistema visual humano atravessa um estágio crítico de maturação nos primeiros meses de vida. A catarata congênita, ao bloquear a entrada de luz, impede o estímulo necessário para o desenvolvimento neurológico da visão, levando ao que se denomina 'olho preguiçoso'. O Teste do Reflexo Vermelho é, segundo a especialista, a ferramenta indispensável para o diagnóstico precoce que pode salvar a acuidade visual de bebês como Isadora. Atualmente com 11 meses, Isadora Sophia enfrenta dificuldades motoras e de alimentação decorrentes da visão limitada, o que tem gerado insegurança na criança. A família buscou auxílio junto à Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD). Após mudanças na logística de atendimento que inicialmente apontava para Manaus, a Sesacre informou que o Distrito Federal aceitou receber a paciente para o procedimento cirúrgico. Enquanto a data oficial para a cirurgia não é confirmada pela unidade de referência, a família mantém uma campanha solidária. O objetivo é arrecadar cerca de R$ 10 mil para custear o tratamento em rede particular, caso a espera pelo sistema público ultrapasse a janela de oportunidade ideal para o sucesso cirúrgico da bebê.

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