CUIDADOS COM PLANTAS
Perigo doméstico: entenda por que o cacto-candelabro pode ferir os olhos
A influenciadora Thais Reolon, de Rondônia, sofreu uma queimadura ocular após manusear a espécie. Especialistas explicam os riscos e como agir em acidentes.
O manuseio inadequado de plantas ornamentais populares trouxe um alerta sobre riscos graves à saúde ocular. A decisão de tratar o tema ganhou relevância após a influenciadora Thais Reolon, de Rondônia, compartilhar em 23/07/2026 nas redes sociais que sofreu uma reação alérgica intensa ao podar um cacto-candelabro e entrar em contato com o látex da planta, destacando a importância de medidas preventivas no cotidiano doméstico.
O perigo do látex tóxico
O oftalmologista Dr. Gustavo Bonfadini esclarece que o cacto-candelabro, na verdade, pertence ao gênero Euphorbia. Ao ser cortada, a planta libera uma seiva branca e leitosa, altamente irritante. Segundo o especialista, o contato dessa substância com os olhos pode provocar uma queimadura química severa, resultando em inflamação da córnea e da conjuntiva.
Os sintomas surgem de forma imediata, incluindo dor intensa, fotofobia e visão embaçada. Em quadros graves, o paciente pode desenvolver úlceras de córnea ou inflamações intraoculares, exigindo intervenção médica imediata.
Protocolo de emergência
Em caso de acidente, a primeira atitude indispensável é a irrigação abundante dos olhos com água corrente ou soro fisiológico por um período de 15 a 20 minutos. É crucial não esfregar os olhos nem aplicar colírios ou substâncias caseiras por conta própria. Após a lavagem inicial, a busca por atendimento oftalmológico especializado é fundamental para evitar sequelas permanentes.
Identificação e prevenção
A professora de Biologia do Foco Medicina, Carol Braga, explica que a semelhança com cactos ocorre por evolução convergente. A forma mais simples de diferenciar a Euphorbia de um cacto verdadeiro é observar a presença de látex ao corte e a ausência de aréolas — estruturas típicas dos cactos. O professor e doutor em Biodiversidade Allan Pscheidt reforça que, embora nativa da África, a espécie está presente em todo o Brasil e é amplamente utilizada em projetos de paisagismo.
Para evitar danos à saúde, a recomendação é unânime: utilizar sempre luvas e óculos de proteção ao realizar qualquer poda de plantas do gênero Euphorbia, garantindo que o cuidado com o ambiente não coloque em risco a integridade física.
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