AVANÇO NA OFTALMOLOGIA
Cientistas fazem retinas responderem à luz após a morte humana
Pesquisadores desenvolveram uma unidade de suporte vital capaz de reativar células oculares horas após o falecimento, abrindo portas para transplantes futuros.
Uma equipe de pesquisadores obteve um avanço científico sem precedentes ao reativar a capacidade de resposta à luz em retinas humanas e de porcos horas após o falecimento. A descoberta, publicada na plataforma bioRxiv em junho de 2026, desafia a compreensão tradicional sobre a irreversibilidade das funções sensoriais, demonstrando que a morte celular no sistema visual não ocorre de maneira instantânea.
O sucesso do procedimento foi viabilizado pela criação do ECaBox (Eye-in-Care-Box), um dispositivo desenvolvido especificamente para atuar como uma UTI portátil voltada ao órgão ocular. O experimento, executado em 11/07/2026, consiste na inserção de microcateteres na artéria principal do olho, permitindo o bombeamento contínuo de uma solução rica em oxigênio e nutrientes, enquanto o sistema monitora rigorosamente a pressão e a temperatura, preservando a integridade biológica do tecido.
Conforme os dados coletados, olhos de porcos mantiveram atividade elétrica visual por um intervalo de 10 a 12 horas pós-óbito. Em amostras de doadores humanos, obtidas entre 6 a 10 horas após o falecimento, a técnica foi capaz de resgatar a viabilidade celular e a resposta aos estímulos luminosos, confirmando a eficácia do método na anatomia humana.
O papel da Inteligência Artificial na preservação
Durante o processo, a aplicação de Inteligência Artificial foi crucial para garantir o sucesso clínico. A tecnologia atuou para Mapear as redes vasculares em 3D, assegurando a perfusão precisa da solução nutritiva em cada segmento ocular. Adicionalmente, um sistema de análise de imagem atribuiu uma Nota de saúde às células, atestando que a preservação via ECaBox superou significativamente os métodos convencionais de conservação em gelo.
Segundo o estudo, este avanço representa um passo fundamental para viabilizar futuros transplantes oculares completos e o desenvolvimento de novas terapias para a cegueira, sem a necessidade de testes primários em animais vivos. Além disso, a capacidade de reviver tecidos do sistema nervoso central oferece novas perspectivas para pesquisadores que buscam estratégias de proteção cerebral após episódios de derrames ou paradas cardíacas.
Gostou desta notícia?
Entre no nosso grupo do WhatsApp!
Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!
📲 Quero entrar no grupo
Comentários (0)
Deixe seu comentário