EXPANSÃO DE MERCADO

Empresas brasileiras expandem operações ao Paraguai em busca de competitividade

Vista aérea da zona comercial e industrial próxima à fronteira entre Brasil e Paraguai.
Atividade industrial cresce na região da Ponte da Amizade com forte presença brasileira.

Atraídas por incentivos fiscais e custos operacionais reduzidos, marcas nacionais consolidam plantas industriais em território paraguaio.

Empresas brasileiras estão transferindo parte de suas linhas de produção para o Paraguai para reduzir custos operacionais e ampliar a competitividade no mercado regional, conforme decisão estratégica de gestão de ativos e internacionalização consolidada em 18/07/2026. A mudança, motivada por benefícios tributários e um regime especial de exportação, impacta diretamente a estrutura produtiva de marcas nacionais e a dinâmica econômica na região da Tríplice Fronteira.

Fluxo migratório e investimentos

O movimento de internacionalização reflete um aumento expressivo na busca por moradia e trabalho no país vizinho. Segundo dados do Departamento de Migrações do Paraguai, o número de brasileiros autorizados a residir no território saltou de 17 mil em 2024 para mais de 23 mil em 2025. Em Ciudad del Este, filas recorrentes em postos de atendimento evidenciam a urgência de empresários e profissionais em se estabelecerem próximos à Ponte da Amizade.

O regime maquilador

A atratividade paraguaia sustenta-se no regime maquilador, que oferece alíquota de 1% sobre exportações e isenções aduaneiras. Atualmente, 179 empresas de capital brasileiro operam sob este modelo. Para Sergio Firpo, professor do Insper, a estratégia funciona como uma zona franca que permite às companhias produzirem fora para vender dentro do Brasil com custos otimizados.

Setor industrial em transformação

Marcas como a Karsten, do setor têxtil, já operam unidades em Minga Guazú, no Vale do Itajaí paraguaio, focadas na finalização de produtos para distribuição no Brasil. A Lupo também reforça a presença no país. Paralelamente, o ambiente de negócios enfrenta desafios estruturais, como a oscilação na distribuição de energia, o que exige dos investidores aportes em infraestrutura própria de subestações.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio informou, em contato com a CNN Brasil, que a decisão de instalação no exterior é de caráter privado e não é alvo de monitoramento governamental, reiterando a existência de programas internos para fomentar a competitividade nacional.

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