MERCADO DE EXPORTAÇÃO

Frigoríficos reduzem embarques de carne para a China por restrições tarifárias

Linha de produção de frigorífico brasileiro com foco em exportação de carne bovina.
Trabalho nas unidades frigoríficas é ajustado diante das novas metas de exportação para o mercado chinês.

Setor ajusta ritmo de produção e escalas de abate para evitar tarifa adicional de 55% após atingir cota anual chinesa.

A indústria frigorífica brasileira ajustou seu ritmo de exportações de carne bovina para a China, buscando evitar a aplicação de uma tarifa adicional de 55% sobre os embarques que excedam a cota estipulada para o mercado asiático. A medida foi adotada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) após o setor atingir os limites de volume previstos em acordo.

Os dados consolidados até a terceira semana do mês, conforme monitoramento da Secex, apontam para uma retração no fluxo de vendas externas. A decisão estratégica das indústrias visa preservar a competitividade do produto brasileiro diante da penalidade tarifária, o que impacta diretamente a rotina operacional das plantas frigoríficas, que passaram a ajustar escalas de abate e a adotar férias coletivas para evitar a superação do limite estabelecido.

Para o trabalhador do campo e da indústria, essa desaceleração reflete uma mudança no planejamento econômico após um semestre de intensa atividade. O Brasil, que embarcou 140,3 mil toneladas de carne bovina em 23 dias úteis de julho, projeta fechar o mês com cerca de 248 mil toneladas, o que representa uma queda de 10,4% frente ao mesmo período de 2025.

Segundo a Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes), a ausência de novas demandas chinesas influenciará a performance anual, com estimativa de queda de 10% nas exportações em 2026. Embora o volume seja menor, o mercado observa um fenômeno de valorização: o preço médio da tonelada subiu 15,01%, atingindo US$ 6.387,70, o que mantém o faturamento diário médio em patamar de crescimento de 3,3% em comparação aos registros de julho de 2025.

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