VIOLAÇÃO DE PRIVACIDADE

Empresário é preso em SC por suspeita de instalar câmera em banheiro da SS Solar Energia

Equipamento eletrônico apreendido pela polícia em Içara
Funcionária encontra microcâmera em banheiro da empresa em Içara — Foto: PMSC/Divulgação

A prisão ocorreu após denúncia de funcionária sobre dispositivo escondido na unidade da empresa em Içara. Suspeito aguarda audiência de custódia.

A Justiça de SC determinou a prisão de um empresário suspeito de instalar uma microcâmera em um banheiro da empresa SS Solar Energia, em Içara, medida concretizada nesta sexta-feira, 10/07/2026. A ação visa garantir a integridade da apuração sobre a invasão de privacidade de colaboradores, em um caso que expõe a fragilidade do ambiente de trabalho e a necessidade de proteção à dignidade individual.

A descoberta do crime ocorreu inicialmente em 04 de março de 2026, quando uma funcionária recém-contratada notou uma luz intermitente vindo de um conector no banheiro de uso exclusivo dos colaboradores. O dispositivo foi apreendido pelas autoridades para perícia técnica.

O empresário, identificado como Filipe Silvano, foi localizado com o suporte da Agência de Inteligência do 29º Batalhão da PM. Após monitoramento do imóvel, equipes do Tático realizaram a abordagem e o encaminharam ao Presídio Regional Santa Augusta. O suspeito deve comparecer a uma audiência de custódia nesta sexta-feira, 10/07/2026, onde o Judiciário decidirá sobre a manutenção da prisão.

Embora o caso tenha sido registrado originalmente por meio de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) — voltado para infrações de menor potencial ofensivo que seguem para o Juízado Especial Criminal —, o desdobramento atual reflete a gravidade atribuída aos fatos pelo Judiciário. A defesa de Filipe Silvano, contatada pela reportagem, não forneceu manifestações sobre a prisão.

A Polícia Civil não participou da fase inicial da diligência, visto que o procedimento de TCO dispensa o trâmite padrão em delegacia. O material apreendido, que inclui a microcâmera, três celulares, um computador e um notebook, segue sob análise para determinar a extensão da exposição das vítimas.

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