FRAUDE EM CONTRATOS

Empresária suspeita de fraude em contrato das UPAs de Palmas foge da polícia e se apresenta dias depois

Empresária suspeita de fraude se apresenta à polícia
Empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva foi indiciada por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro.

Cláudia Fernanda Cândido da Silva, indiciada por corrupção, peculato e lavagem de dinheiro, esteve foragida por cinco dias após ter prisão decretada.

A empresária Cláudia Fernanda Cândido da Silva esteve foragida por cinco dias após ter a prisão decretada em 10 de junho. Ela se apresentou ao Fórum de Palmas, nesta segunda-feira, 22/06/2026, acompanhada de seu advogado, e agora segue detida. A Polícia Civil a investiga por suspeita de fraude no contrato de R$ 139 milhões para a terceirização das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Palmas.

Cláudia é suspeita de envolvimento em um esquema criminoso que envolve corrupção ativa, peculato-desvio, associação criminosa e lavagem de dinheiro. O caso, que apura irregularidades na gestão de recursos da saúde, culminou em um inquérito policial concluído com dez indiciados. Os autos foram encaminhados ao Poder Judiciário e ao Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) para análise das medidas cabíveis.

O comportamento da empresária em fugir minutos antes da chegada da Polícia Civil em sua residência, na Operação Falsa Emergência, foi considerado um ato suspeito, conforme registrado em relatório policial. Após deixar a casa, Cláudia buscou refúgio na residência de uma conhecida, onde permaneceu escondida. Ela trocou de veículo e dificultou seu rastreamento, permanecendo fora do alcance das autoridades por cinco dias, com auxílio para não cumprir a ordem judicial.

Segundo investigações, Cláudia atuava como intermediadora de interesses no setor de saúde pública, com acesso frequente à Secretaria Municipal de Saúde de Palmas. Sua atuação inclui relações com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Itatiba e proximidade com agentes públicos envolvidos na formalização de parcerias, como o ex-superintendente de Atenção à Saúde, Andreis Vicente da Costa.

Uma das linhas de investigação aponta que Cláudia alugou um carro de luxo, uma BMW/X1 S20I M SPORT, um dia antes da assinatura de dispensa de chamamento público para a contratação. O veículo, avaliado em R$ 228.576,00 para dois anos, teria sido entregue a Andreis Vicente da Costa, sugerindo uma vantagem indevida disfarçada, visto que o custo é incompatível com a renda do servidor. A defesa de Andreis nega vantagem indevida e afirma que ele possuía um relacionamento pessoal com Cláudia.

A defesa de Cláudia Fernanda Cândido considerou o relatório da Polícia Civil como despropositado e dissonante da realidade, esperando que tal posicionamento seja considerado pelo Ministério Público e pelo Judiciário. Sobre as prisões, a defesa espera que sejam revogadas diante da conclusão do inquérito.

Em nota, a defesa de Andreis Vicente da Costa informou que aguarda apreciação do pedido de revogação da prisão preventiva e acesso a documentos sob sigilo. A defesa ressalta que Andreis foi indiciado sem ter sido ouvido em nenhuma fase do procedimento, nem mesmo após a busca e apreensão e no momento de sua prisão, e confia na Justiça para apresentar seus esclarecimentos.

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