CALOTE E FRAUDE

Lobista ligada a Lulinha acumula dívidas e processos na Justiça

Roberta Luchsinger, empresária envolvida em processos judiciais por dívidas.
Empresária Roberta Luchsinger tem histórico de processos por dívidas não pagas - Foto: redes sociais

Com débitos superiores a R$ 1 milhão em impostos e histórico de inadimplência, a empresária enfrenta dezenas de ações judiciais de credores diversos.

A empresária Roberta Luchsinger, conhecida por sua trajetória no mundo político e por ostentar uma rotina luxuosa nas redes sociais, enfrenta uma série de ações judiciais devido ao acúmulo de dívidas que superam R$ 1 milhão apenas em impostos federais e municipais. A situação, que envolve desde inadimplência com a União e a Prefeitura de São Paulo até o não pagamento de serviços básicos e profissionais, expõe um padrão de descumprimento de acordos homologados pelo Judiciário.

A lista de credores é extensa e reflete o impacto direto da conduta da empresária sobre a vida de terceiros. Entre os prejudicados estão trabalhadores domésticos, uma escola, um tapeceiro e até proprietários de imóveis que utilizavam o aluguel como fonte de sustento. Em diversos casos, a Justiça não logrou êxito em localizar ativos financeiros ou bens móveis para o ressarcimento, sendo que, em situações distintas, Roberta Luchsinger chegou a alegar pobreza para se eximir de custas processuais.

As investigações conduzidas pela Polícia Federal conectam a empresária a figuras centrais de esquemas de fraude previdenciária. Roberta é suspeita de atuar como lobista para Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, visando facilitar contratos com o governo federal. Paralelamente, o nome da empresária também aparece em apurações que envolvem Fábio Luís da Silva, o Lulinha. Embora ela negue as irregularidades, alegando em alguns casos ser vítima de golpes, as decisões judiciais seguem em desfavor de suas empresas, a RL Consultoria e Intermediações S.A e a Elephant 2 Produções Ltda.

O impacto humano dessas decisões é severo. Em um dos casos emblemáticos, um aposentado perdeu uma fazenda avaliada em R$ 8 milhões após ser convencido a atuar como avalista de um empréstimo destinado a um projeto cinematográfico que jamais saiu do papel. Outra vítima, um tapeceiro, amargou prejuízos financeiros severos após receber reproduções falsas de obras de Cândido Portinari como pagamento por um serviço executado em 2011. A falta de quitação desses débitos mantém, anos depois, o sofrimento de famílias e profissionais que buscaram amparo no Poder Judiciário, muitas vezes sem sucesso na execução das sentenças.

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