DIPLOMACIA E COMÉRCIO

Nesta segunda-feira, Brasil e EUA retomam diálogo sobre tarifas comerciais em meio à crise

Bandeiras do Brasil e Estados Unidos dispostas lado a lado.
Ministro Márcio Elias Rosa busca reverter impacto de tarifas impostas pelo governo Donald Trump - Foto: Bandeiras do Brasil e dos Estados Unidos • Alan Santos/PR

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços negocia com USTR após imposição de taxas que atingem 23,1% das exportações brasileiras.

O governo brasileiro iniciou uma nova rodada de articulação diplomática para reverter as sobretaxas impostas pelos Estados Unidos a produtos nacionais. O ministro do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), Márcio Elias Rosa, e o representante do USTR (Escritório de Comércio dos Estados Unidos), Jamieson Greer, reuniram-se nesta segunda-feira (31/08/2026) em uma tentativa de distensionar as relações comerciais entre os dois países.

A retomada das conversas ocorre na sequência de um diálogo telefônico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente Donald Trump, realizado em 21/08/2026. A disputa escalou após Washington oficializar a cobrança de 25% de tarifa sobre diversos itens brasileiros, fundamentada na Seção 301 da Lei de Comércio americana, além de uma taxação adicional de 12,5% sob alegações relacionadas a práticas laborais.

O impacto das decisões afeta diretamente a competitividade nacional, atingindo cerca de 23,1% das exportações brasileiras para o mercado norte-americano, com base em dados de 2024. Em setores específicos, o acúmulo de sobretaxas pode elevar a carga tributária a 37,5%, pressionando indústrias e a cadeia produtiva.

Apesar do esforço diplomático, a expectativa oficial é de cautela quanto a resultados imediatos. O governo brasileiro mantém a postura de não ceder em temas estratégicos, como minerais críticos e o PIX, enquanto avalia alternativas para proteger o etanol e bens de capital. Paralelamente, o Brasil segue com o processo de reciprocidade aberto em 13/08/2026, amparado pela Lei da Reciprocidade Econômica, que permite a adoção de contramedidas após o devido rito de análise.

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