GESTÃO PÚBLICA

Presidente do TCU defende criação de gratificação para servidores do Tribunal

Presidente do TCU defende criação de gratificação para servidores do Tribunal
Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo • Foto: Tribunal de Contas da União/Flickr

O ministro Vital do Rêgo afirma que a medida, que amplia remunerações acima do teto constitucional, é necessária para valorizar quadros técnicos da instituição.

O Tribunal de Contas da União, sob a gestão do ministro Vital do Rêgo, instituiu em junho uma nova gratificação destinada aos servidores que ocupam cargos de direção, chefia e assessoramento. A decisão, que gerou debate sobre o impacto nas contas públicas, foi adotada pelo presidente da Casa com o objetivo de reter talentos técnicos responsáveis pela fiscalização de recursos federais.

A portaria permite um acréscimo de até 15% na remuneração dos beneficiados, ao classificar as atividades como de alta complexidade. Na prática, o montante se soma aos vencimentos e não se submete ao teto constitucional de R$ 46,3 mil, permitindo que a remuneração final ultrapasse o limite legal. Vital do Rêgo defende a iniciativa como um mecanismo de incentivo, argumentando que a defasagem salarial dificultaria a ocupação de postos estratégicos em Secretarias e Unidades do órgão.

Ao justificar a medida, o presidente do TCU mencionou o papel do órgão na economia nacional. Segundo o ministro, para cada R$ 1 investido no orçamento do Tribunal, o Estado recebe R$ 28 em fiscalização e economia de recursos. A gratificação, embora polêmica, fundamenta-se, segundo a presidência, em precedentes do STF que permitem pagamentos extra-teto até que o Congresso Nacional estabeleça uma legislação definitiva sobre o tema.

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