CORRIDA ESTADUAL 2026
Eleições 2026: Quaest mapeia corrida por governos em 11 estados
Pesquisas da última semana de abril de 2026 traçam cenários diversos, de favoritismos a empates técnicos e alta indefinição eleitoral.
A pesquisa Quaest revelou um panorama inicial da corrida eleitoral para os governos de onze estados brasileiros na última semana de abril de 2026, traçando cenários que vão de favoritismos evidentes a disputas acirradas e indecisão eleitoral. Os dados, divulgados nesta sábado, 02/05/2026, oferecem um vislumbre do impacto da política nacional nas escolhas regionais e dos desafios que os eleitores enfrentarão ao definir os próximos líderes estaduais, moldando o futuro de suas comunidades.
As sondagens da Quaest mostram a complexidade do pleito, com o eleitorado demonstrando diferentes níveis de engajamento e a influência de figuras nacionais como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em diversas regiões. A seguir, um panorama detalhado da disputa em cada estado:
Bahia
Na Bahia, o atual governador Jeronimo Rodrigues (PT) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) aparecem tecnicamente empatados na liderança. Em um dos principais cenários testados pela Quaest, ACM Neto soma 41% das intenções de voto, contra 37% de Jeronimo Rodrigues. Apesar do equilíbrio nas intenções de voto, Jeronimo Rodrigues enfrenta um índice elevado de rejeição, de 42%, superior ao de seu principal adversário, que registra 32%. O cenário baiano é fortemente impactado pela política nacional: quase metade do eleitorado (47%) afirma preferir um governador alinhado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 16% dizem optar por um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ceará
No Ceará, os números da Quaest mostram uma disputa condicionada principalmente à escolha do PT entre dois nomes. O senador Camilo Santana (PT) desponta como o candidato governista mais competitivo, liderando um confronto com Ciro Gomes (PSDB) por 40% a 33%. Já em um cenário em que o governador Elmano de Freitas (PT) enfrenta Ciro Gomes, o pré-candidato do PSDB leva vantagem, com 41% contra 32% do petista. Nas simulações de segundo turno, Camilo Santana venceria Ciro Gomes por 44% a 39%, enquanto Ciro Gomes superaria Elmano de Freitas por 46% a 35%. Assim como na Bahia, o alinhamento nacional pesa: 43% dos cearenses preferem um governador aliado a Luiz Inácio Lula da Silva, frente a 18% que optam por um aliado de Jair Bolsonaro.
Espírito Santo
No Espírito Santo, a pesquisa Quaest revela um empate técnico entre quatro pré-candidatos. O ex-governador Paulo Hartung (PSD) aparece numericamente à frente, com 19% das intenções de voto, seguido de perto pelo prefeito de Vitória, Lorenzo Pazolini (Republicanos), com 18%. Logo atrás estão o vice-governador Ricardo Ferraço (MDB) e o senador Magno Malta (PL), ambos com 15%. O deputado federal Helder Salomão (PT) surge mais distante, com 7%. Quando o nome de Paulo Hartung é retirado das simulações, o cenário muda: Ricardo Ferraço passa a liderar numericamente, com índices que variam entre 24% e 32%, dependendo da combinação testada. O levantamento também revela um obstáculo relevante para alguns pré-candidatos: Magno Malta registra a maior rejeição, com 46%, seguido por Paulo Hartung (36%) e Helder Salomão (33%). A disputa, no entanto, ainda é bastante incerta, com 60% dos eleitores afirmando que podem mudar de voto até o dia da eleição.
Goiás
Em Goiás, o cenário é mais favorável à continuidade do grupo atualmente no poder. O governador Daniel Vilela (MDB), que assumiu o cargo após a saída de Ronaldo Caiado (PSD) para disputar a Presidência da República, lidera as intenções de voto com 33%, seguido pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB), com 21%. O desempenho de Daniel Vilela está associado ao legado de Ronaldo Caiado, cujo governo terminou com 84% de aprovação. Segundo os resultados da Quaest, em uma eventual disputa de segundo turno, Daniel Vilela venceria Marconi Perillo com ampla margem: 46% a 27%. Marconi Perillo, por sua vez, é o nome mais rejeitado entre os testados, com 50% de rejeição.
Minas Gerais
Em Minas Gerais, os levantamentos apontam para Cleitinho (Republicanos) como o candidato à frente. Ele é seguido pelo ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT), que registra entre 14% e 18%, e pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB), com índices entre 8% e 12%. O atual governador, Mateus Simões (PSD), que assumiu o cargo após a renúncia de Romeu Zema (Novo) em março para concorrer à Presidência, aparece com 3% a 5%. Cleitinho possui os eleitores mais decididos, com 56% de seus apoiadores afirmando que o voto é definitivo. Em simulações de segundo turno, ele venceria todos os adversários testados. No entanto, a incerteza ainda é alta no estado, com 60% do eleitorado afirmando que pode mudar de candidato.
Pará
A disputa no Pará é marcada por um empate técnico entre Dr. Daniel Santos (Podemos) e a atual governadora, Hana Ghassan (MDB), no 1º turno. Em um dos cenários, Daniel Santos aparece com 22% contra 19% de Hana Ghassan; em outro, ele tem 24% contra 22% dela. Hana Ghassan assumiu o governo após a renúncia de Helder Barbalho (MDB), que deixou o cargo para concorrer ao Senado. Apesar do empate, Hana Ghassan conta com o potencial apoio de Helder Barbalho, que teve 63% de aprovação em sua gestão. No entanto, apenas 33% dos eleitores já associam Hana Ghassan como a candidata do ex-governador. O nível de indecisão no Pará é alto, atingindo até 33% no primeiro turno. Em uma simulação de segundo turno, os dois candidatos permanecem tecnicamente empatados, com Daniel Santos registrando 34% e Hana Ghassan, 29%.
Paraná
No Paraná, o senador Sergio Moro (PL) aparece como favorito na corrida eleitoral. Ele lidera todos os cenários testados pela Quaest e, no principal deles, soma 35% das intenções de voto, abrindo vantagem sobre Requião Filho (PDT), que tem 18%, e sobre o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca (MDB), com 15%. Apesar de não poder disputar a reeleição, Ratinho Junior mantém grande influência: 64% dos eleitores afirmam que ele merece eleger um sucessor. No campo nacional, 44% do eleitorado paranaense defende um governador independente, 34% prefere um aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro e 17% opta por um nome próximo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Pernambuco
Em Pernambuco, a corrida eleitoral é marcada pela disputa entre o ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) e a atual governadora, Raquel Lyra (PSD). João Campos lidera as intenções de voto com 42% contra 34% de Raquel Lyra. Em uma simulação de segundo turno, João Campos mantém vantagem, vencendo por 46% a 38%. Apesar de aparecer atrás nas pesquisas eleitorais, a governadora apresenta indicadores positivos de gestão: a administração é aprovada por 62% dos eleitores, um avanço em relação a levantamentos anteriores, e 57% consideram que ela merece ser reeleita. O fator nacional é decisivo no estado: 47% dos pernambucanos dizem preferir um governador aliado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Nesse aspecto, João Campos leva clara vantagem, já que 47% dos eleitores o identificam como o candidato apoiado por Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto 12% fazem essa associação com Raquel Lyra.
Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes (PSD) se posiciona na liderança, com o deputado estadual Douglas Ruas (PL) surgindo bem atrás, com índices entre 9% e 11%, seguido pelo ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos), que marca 8%. A disputa fluminense é influenciada pelo desgaste da gestão anterior: o ex-governador Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo em março de 2026 e foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O governo de Cláudio Castro terminou com 47% de desaprovação, o que se reflete no desejo do eleitorado por mudança: 43% dos entrevistados afirmam querer que o próximo governador altere completamente o trabalho que vinha sendo realizado.
Rio Grande do Sul
No Rio Grande do Sul, a pesquisa Quaest aponta um cenário aberto, com equilíbrio entre os nomes da oposição e elevado índice de indecisos. No principal cenário de primeiro turno, há um empate técnico entre a deputada estadual Juliana Brizola (PDT), com 24%, e o deputado federal Luciano Zucco (PL), que aparece com 21% das intenções de voto. Mais atrás estão o vice-governador Gabriel Souza (MDB), com 6%, Marcelo Maranata (PSDB), com 2%, e Rejane Oliveira (PSTU), com 1%. A indefinição do eleitorado gaúcho chama a atenção: 34% dos entrevistados se dizem indecisos, e 68% afirmam que ainda podem rever sua escolha, um dos índices mais altos entre os estados pesquisados. Apesar de a maioria aprovar a gestão de Eduardo Leite, o capital político do governador não se transfere automaticamente: 49% dos eleitores afirmam que ele não merece eleger um sucessor. No contexto político estadual, Eduardo Leite confirmou que permanecerá no cargo até o fim do mandato, após o PSD definir o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado como pré-candidato do partido à Presidência da República.
São Paulo
O atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), lidera a corrida com 38% a 40% das intenções de voto. O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) aparece em segundo lugar, variando entre 26% e 28%. Outros candidatos, como Kim Kataguiri (Missão) e Paulo Serra (PSDB), pontuam com 5% cada. Por outro lado, Fernando Haddad enfrenta o maior índice de rejeição, com 58% dos eleitores paulistas afirmando que não votariam nele, enquanto a rejeição de Tarcísio de Freitas é de 38%. A decisão de voto no estado está dividida: 48% dizem ser definitiva e 51% afirmam que podem mudar.
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