CRISES CLIMÁTICAS MUNICIPAIS
Eldorado do Sul decreta situação de emergência após temporal severo
Mais de 700 pessoas estão desalojadas após rajadas de vento e granizo atingirem a cidade, que ainda se recupera dos impactos das enchentes de 2024.
A prefeitura de Eldorado do Sul decretou situação de emergência em resposta à destruição causada por um temporal de ventos fortes e granizo que atingiu o município na manhã de sábado, 11 de julho de 2026. A medida, oficializada para agilizar o suporte às famílias e a reconstrução da infraestrutura, foi motivada pelos danos severos em residências, interrupção no fornecimento de energia elétrica e colapso no sistema de abastecimento de água, tornando urgente a mobilização de auxílio público, conforme atualizações divulgadas nesta segunda-feira, 13/07/2026.
O impacto na rotina dos moradores é severo. Até a manhã desta segunda-feira, 13/07/2026, o número de desalojados subiu para 720 pessoas, muitas das quais buscaram abrigo em casas de familiares e vizinhos, enquanto cerca de 40 cidadãos estão acolhidos em uma escola municipal. A força dos ventos, que superou a capacidade de resistência das estruturas, deixou um rastro de telhados arrancados e postes caídos, agravando o cenário de vulnerabilidade para uma população que ainda lida com os traumas da enchente de 2024.
Segundo o coordenador da Defesa Civil de Eldorado do Sul, Mário Rocha, o evento climático superou as previsões meteorológicas iniciais, que apontavam apenas chuvas moderadas. A prefeita Juliana Carvalho reforçou que o levantamento dos danos permanece em curso, dificultado pela instabilidade na comunicação. Em campo, as equipes de socorro atuam para alcançar famílias isoladas que não conseguiram formalizar pedidos de ajuda por meios digitais, como o WhatsApp.
A falta de luz impactou diretamente o funcionamento de poços artesianos, deixando diversas famílias sem água potável, situação que tem sido mitigada pelo uso de caminhões-pipa. No bairro Parque Eldorado, as atividades escolares foram suspensas devido às vias bloqueadas e aos riscos elétricos.
Para a aposentada Cláudia Aires, o cenário é de desolação. Em seu relato, a moradora descreve a perda de móveis e colchões, inutilizados pela infiltração da água após a destruição do telhado. O setor produtivo local também registra prejuízos significativos; a empresária Maria Eduarda Melo viu o salão de sua propriedade ser completamente destelhado, resultando em perdas financeiras em itens recém-adquiridos.
A solidariedade tem sido um pilar central na resposta ao desastre. Voluntários como Simone Boneberg relatam que o apoio comunitário, através do acolhimento porta a porta, tem suprido lacunas onde o acesso ao poder público ainda enfrenta entraves logísticos. A Defesa Civil segue distribuindo telhas e insumos básicos, com as operações de limpeza e restabelecimento dos serviços essenciais previstas para seguir durante o restante da semana.
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