ATAQUE A ALEXANDRE DE MORAES

Eduardo Bolsonaro questiona ausência de Trump em processo que o penalizou

Eduardo Bolsonaro em entrevista.
Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal.

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro alega que ministro do STF "não tem coragem" de enfrentar Donald Trump, que teria determinado sanções contra o magistrado brasileiro.

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) questionou, nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, o motivo pelo qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não figura no processo em que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado por atuação contra o Brasil nos EUA. Em entrevista ao canal Rede Comunica Brasil, no YouTube, Eduardo Bolsonaro afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), "não tem coragem" de enfrentar Trump, a quem atribuiu a decretação de sanções contra o magistrado brasileiro.

"E aí eu pergunto: quem decretou a sanção contra o Moraes, a Lei Magnitsky e as sanções Ofac (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, na sigla em inglês)? Foi o presidente Trump, junto com seus secretários Scott Bessent e Marco Rubio, não foi Eduardo Bolsonaro", declarou o ex-parlamentar, que reside atualmente nos Estados Unidos.

Ele indagou: "Por que o Trump, pelo menos, não está nesse processo?" E respondeu: "Porque eles não têm coragem. Sabe quando eles vão ter? Quando o Trump se tornar ex-presidente e se for eleito ao governo radical de esquerda. Aí, vocês vão ver o STF trabalhando junto com o governo norte-americano para ir atrás do Trump", projetou. Segundo Eduardo Bolsonaro, enquanto esse cenário não se concretizar, ele permanecerá como alvo do Supremo.

O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mencionou, ainda, uma suposta movimentação em órgãos norte-americanos para renovar sanções contra o ministro do STF, com base na Lei Magnitsky. "Há um ambiente sendo criado para o retorno da Lei Magnitski. E eu acho que pode haver uma intenção do Moraes de buscar que os outros ministros também sejam sancionados com ele, para que a Corte toda se una em defesa a favor dele. Segundo consta o texto da lei, qualquer pessoa que dê apoio logístico, moral, financeiro ou de qualquer espécie ao sancionado, ele também pode sofrer as mesmas penalidades", concluiu.

Condenado por coação à Justiça

A Primeira Turma do STF condenou, por unanimidade, nesta terça-feira, 16 de junho de 2026, o ex-parlamentar por coação no curso do processo. A decisão ocorreu em razão de sua atuação para interferir no julgamento em que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi posteriormente condenado por tentativa de golpe de Estado. Eduardo Bolsonaro teria agido junto a autoridades e parlamentares americanos na tentativa de pressionar o governo dos Estados Unidos a adotar medidas contra ministros do STF e contra o próprio Brasil.

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