ALERTA DE DIPLOMACIA

Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo alertam governo Trump sobre suposta provocação de Lula em tarifaço

Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo em conversa.
Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo em encontro nos Estados Unidos.

Em Washington, D.C., dupla pediu cautela a assessores de Donald Trump, alegando que ações de Lula visariam provocar tarifas americanas. Governo brasileiro defende negociação direta.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro e o jornalista Paulo Figueiredo buscaram nesta quarta-feira, 24/06/2026, convencer integrantes do governo Donald Trump de que não devem ceder a uma alegada "provocação" do presidente Lula em relação ao tarifaço. O pedido foi feito durante reuniões com parlamentares republicanos e assessores do ex-presidente americano em Washington, D.C., nos dias 22 e 23 de junho.

Segundo aliados da dupla, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo argumentaram aos auxiliares de Trump que o presidente Lula estaria manobrando para que os Estados Unidos confirmem a medida tarifária. Para eles, a adesão americana significaria cair em uma "provocação" petista. A estratégia de Eduardo e Figueiredo baseou-se em elencar ações recentes de Lula que, na visão deles, visariam estimular a imposição das tarifas.

Entre os gestos apontados, estão críticas de Lula a Donald Trump, a decisão de não enviar um representante brasileiro para uma audiência pública sobre o tarifaço em 6 de junho e a emissão de títulos públicos em moeda chinesa. Essas atitudes, de acordo com a interpretação apresentada em Washington, D.C., seriam táticas para gerar uma reação americana.

Em contrapartida, o governo Lula defende a negociação direta como o melhor caminho para tratar do tema. Auxiliares do presidente brasileiro ressaltam que a decisão de não discursar na audiência pública foi tomada sob a avaliação de que o canal direto com a gestão Trump, estabelecido na reunião entre os presidentes em maio, é mais eficaz. Reuniões semanais entre representantes dos governos brasileiro e americano já ocorrem para apresentar os argumentos oficiais contra a proposta de tarifaço.

Ainda segundo o Palácio do Planalto, a audiência americana é direcionada a empresários e representantes da sociedade civil, e não possui um canal de diálogo direto com o governo. Dessa forma, a ausência de um discurso oficial brasileiro na audiência é vista como coerente com a estratégia diplomática. No entanto, representantes do governo Lula acompanharão o evento como ouvintes.

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