INTEGRAÇÃO CONTRA O CRIME

Edson Fachin lança rede de combate à Criminalidade Organizada no CNJ

Ministro Edson Fachin em sessão no Conselho Nacional de Justiça
Fachin durante sessão do CNJ. — Foto: Luiz Silveira/CNJ

A nova iniciativa busca articular magistrados para enfrentar a sofisticação financeira das facções e garantir a segurança das instituições.

O Poder Judiciário iniciou uma nova estratégia para enfrentar a evolução das facções criminosas ao lançar a Rede Nacional de Magistrados e Magistradas com Competência em Criminalidade Organizada, conforme decisão oficializada nesta terça-feira, 14/07/2026. A medida, capitaneada pelo ministro Edson Fachin, presidente do CNJ, visa substituir a atuação isolada dos tribunais por uma resposta articulada e tecnologicamente avançada.

O desafio da tecnologia e das finanças

Durante a cerimônia no CNJ nesta terça-feira, 14/07/2026, Fachin destacou que o crime organizado abandonou a hierarquia tradicional para operar em rede. Atualmente, essas organizações utilizam criptoativos, plataformas de apostas eletrônicas e estruturas societárias complexas para lavagem de capitais. Para o ministro, essa sofisticação exige que o Estado de Direito responda com a mesma agilidade e inteligência, sob o risco de comprometer a segurança da sociedade.

"A criminalidade organizada desafia permanentemente o Estado de Direito e as instituições democráticas", pontuou Fachin. A iniciativa busca que magistrados atuem de maneira coordenada para evitar que o conhecimento jurídico fique restrito a unidades isoladas.

Eixos de atuação da nova rede

A rede estruturada pelo CNJ concentra esforços em três pilares fundamentais:

  • Rastreamento de ativos: foco no bloqueio de criptoativos e cooperação jurídica internacional.
  • Capacitação técnica: preparo de juízes para lidar com o uso ilícito do PIX e plataformas digitais.
  • Celeridade: criação de protocolos conjuntos para assegurar a preservação de provas sensíveis.

Segurança e proteção institucional

Fachin ressaltou que, ao interferir no fluxo financeiro do crime, magistrados e magistradas tornam-se alvos preferenciais. Por isso, a proteção desses agentes públicos é tratada como prioridade para garantir a independência do Poder Judiciário frente às ameaças das facções. O trabalho será integrado a órgãos como a Receita Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e o Banco Central, visando desarticular o poder econômico que sustenta a criminalidade.

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