EXPLORAÇÃO SEXUAL NA BOATE AZUL

Donos de boate em Campina Verde são indiciados por exploração sexual de adolescentes

Foto de divulgação da Polícia Civil de Campina Verde.
Foto: Polícia Civil/Divulgação

Investigação da Polícia Civil concluiu que ao menos duas adolescentes foram vítimas de um esquema gerenciado pelo casal proprietário do estabelecimento. Um suspeito segue foragido.

Ao menos duas adolescentes foram exploradas sexualmente em Campina Verde, no Triângulo Mineiro, em um esquema criminoso comandado pelos proprietários de uma boate. A conclusão partiu de uma investigação da Polícia Civil, que foi finalizada nesta sexta-feira, 22 de maio de 2026. Um homem de 60 anos e uma mulher de 49 foram presos e indiciados. O caso choca pela vulnerabilidade das vítimas e pela atuação de quem deveria garantir um ambiente seguro.

As vítimas, identificadas como menores de 15 e 16 anos, são naturais de Capinópolis e teriam sido atraídas para a Boate Azul, na cidade vizinha, sob responsabilidade do casal preso. A investigação, que teve início em março deste ano, aponta que os donos do estabelecimento lucravam com a exploração sexual das jovens, oferecendo programas e quartos mediante pagamento.

Durante a apuração, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão na boate. Foram recolhidos celulares, computadores, máquinas de cartão e cadernos de anotações. A perícia desses materiais confirmou a existência do esquema de exploração sexual.

O delegado Fúlvio Alvarenga Sampaio, responsável pela investigação em Campina Verde, detalhou que as famílias das adolescentes não tinham conhecimento da situação. "Nós fizemos os depoimentos. Até mandamos carta precatória para a Capinópolis, mas os avós, pais, não tinham ciência, não tinham muito controle das meninas, elas iam muito a festas, não falavam onde iam, saíam. Dessa vez, elas falavam que iam viajar e foram morar em Campina Verde, quando foram levadas pelos proprietários ali da boate para praticar programas sexuais", explicou o delegado.

O inquérito indiciou três pessoas pelos crimes de exploração sexual e manutenção de casa de prostituição. Uma quarta suspeita, de 39 anos, ainda está foragida.

O caso reforça a necessidade de atenção contínua à proteção de menores e à combate a redes de exploração sexual, garantindo que a dignidade humana seja sempre o valor primordial.

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