DESIGUALDADE NO EMPREENDEDORISMO

Donas de negócios recebem 22% menos que homens no 1º trimestre de 2026

Gráfico comparativo de rendimento entre empreendedoras e empreendedores no 1º trimestre de 2026
O rendimento médio das mulheres empreendedoras subiu 40% ao comparar o 1º trimestre de 2026 ao mesmo período de 2021.

Dados do Sebrae revelam que remuneração média feminina foi de R$ 3.148,88 frente aos R$ 4.037,71 auferidos por eles.

A disparidade salarial no empreendedorismo brasileiro permanece um desafio estrutural para a economia, conforme indicam dados consolidados pelo Sebrae. No 1º trimestre de 2026, as Donas de negócios receberam uma remuneração mensal média de R$ 3.148,88, um valor 22% inferior aos R$ 4.037,71 registrados pelos homens no mesmo período. A análise, que detalha o cenário verificado em 12/07/2026, evidencia que, apesar do crescimento nominal, o ganho real das mulheres ainda enfrenta obstáculos para alcançar a equidade.

Ao observar a evolução histórica, o rendimento médio das mulheres empreendedoras registrou alta de 40% ao comparar o 1º trimestre de 2026 ao mesmo período de 2021, saltando de R$ 2.238,53 para R$ 3.148,88. Contudo, ao descontar a inflação de 35% no intervalo, o ganho real restringe-se a 5% em cinco anos. Entre os homens, o cenário apresentou estagnação real, com o salário médio subindo 28% no período, índice inferior à inflação acumulada.

As jornadas de trabalho também refletem comportamentos distintos: as mulheres dedicaram, em média, 35 horas semanais ao negócio, enquanto os homens registraram uma média de 40 horas, uma diferença de 14%. Essa disparidade de tempo é um dos fatores que, somados às ocupações setoriais, compõem o panorama do rendimento.

No quesito qualificação, as Donas de negócios demonstram maior preparo acadêmico. No 1º trimestre de 2026, 37,2% delas possuíam ao menos ensino superior incompleto, ante 21,9% entre os homens. Além disso, a taxa de empreendedoras sem instrução é de 1,3%, enquanto entre os homens o índice atinge 2,8%.

A concentração setorial também é marcante: Mais da metade das empreendedoras, totalizando 58,0%, atuava em serviços no 1º trimestre de 2026. Entre os setores, Entre as mulheres, apenas 0,9% estavam na construção civil, setor onde os homens predominam com 18,9% de representação.

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