TENSÃO NO ORIENTE

Donald Trump desqualifica acordo com Irã e anuncia retomada de bloqueio naval

Navios na região de Bandar Abbas, Irã, no Estreito de Ormuz
Grandes embarcações comerciais e um pequeno barco navegam pelas águas da cidade portuária de Bandar Abbas, no sul do Irã, no Estreito de Ormuz em 21 de junho de 2026 • Hassan Ghaedi/Anadolu via Getty Images

Presidente dos Estados Unidos classificou memorando anterior como um "teste" sem valor real. Bloqueio militar a portos iranianos no Estreito de Ormuz volta a vigorar em 14 de julho de 2026.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira, 13/07/2026, que o acordo provisório firmado com o Irã funcionava apenas como um "teste", o qual, segundo sua avaliação, não foi cumprido pela contraparte. A declaração, feita durante o programa "The Hugh Hewitt Show", sinaliza o fracasso das tentativas diplomáticas recentes de pacificação na região.

A decisão de deslegitimar o memorando de entendimento ocorre em um momento de escalada do conflito, com a retomada de ataques em ambos os lados. Para a economia global e para os trabalhadores do setor logístico, a medida representa um impacto direto na dignidade e na segurança do comércio marítimo, que enfrenta a instabilidade de uma das rotas mais cruciais do mundo.

O Comando Central dos EUA (Centcom) confirmou nesta segunda-feira, 13/07/2026, que as Forças Armadas dos Estados Unidos retomarão oficialmente o bloqueio naval aos portos do Irã a partir das 17h (horário de Brasília) desta terça-feira, 14/07/2026. A ação restringe a circulação de navios comerciais no Estreito de Ormuz e adjacências.

De acordo com o Centcom, a operação impõe novos desafios aos navegantes, que devem manter contato via canal 16 ao operarem nas proximidades do Golfo de Omã e do Estreito de Ormuz. Esta é a segunda vez em meses que o governo americano adota tal postura, após um período inicial de restrições que ocorreu entre 13 de abril de 2026 e 18 de junho de 2026.

Donald Trump afirmou que os Estados Unidos atuarão como "guardiões" da região, impondo uma taxa de 20% sobre o valor das cargas em contrapartida pela segurança. A eficácia da medida e suas consequências humanitárias permanecem sob observação, dada a presença expressiva de 19 navios da Marinha dos EUA, incluindo porta-aviões, no norte do Mar Arábico até a última quarta-feira, 08/07/2026.

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