RESPIRA, CAMPO

Dívidas rurais: proposta de senadores busca respiro até fim do ano

Dívidas rurais: proposta de senadores busca respiro até fim do ano

Ministro Dario Durigan avalia estender prazo de débitos rurais de 1º de julho para 31 de dezembro, aliviando pressão sobre agricultores.

Senadores apresentaram nesta terça-feira, 12 de maio de 2026, uma proposta para estender o prazo de vencimento das dívidas rurais até o final do ano. A iniciativa, entregue ao ministro da Fazenda, Dario Durigan, busca adiar o limite de 1º de julho para 31 de dezembro, oferecendo um alívio financeiro crucial para milhares de produtores brasileiros diante dos atuais desafios econômicos do setor.

Após a reunião com o ministro Dario Durigan, a senadora Tereza Cristina (Progressistas-MS) informou que o impacto econômico dessa prorrogação está sob análise detalhada. Ao lado do senador Renan Calheiros, relator do PL (Projeto de Lei) 5122/2023, que trata da renegociação e securitização de dívidas rurais, a senadora enfatizou a importância da avaliação técnica.

“Nossas equipes técnicas estão discutindo para traçar o impacto da extensão do prazo. O ministro ficou de levantar o número de operações para que a gente chegue a uma conclusão”, afirmou Tereza Cristina, sublinhando a seriedade e a complexidade da questão.

A principal barreira na negociação permanece a origem dos recursos. Enquanto a Fazenda propõe um repasse de R$ 86,1 bilhões, a FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária) reivindica R$ 120 bilhões para a renegociação das dívidas, refletindo uma lacuna significativa nas expectativas.

A senadora mencionou que, embora a origem dos recursos não tenha sido o foco da reunião desta terça-feira, a discussão sobre o valor total ainda está em andamento. “Existem fundos que podem entrar ou não. O problema é o teto do primário, que o governo não quer estourar. Nós colocamos alguns fundos, os fundos constitucionais que têm sobra, além de juros livres – sem subsídio – que precisam ser considerados”, explicou, apontando para a busca de soluções criativas.

Renan Calheiros complementou, afirmando que, “Não há, por enquanto, nenhuma divergência com relação a fontes, até porque a Fazenda está sugerindo alternativas”, o que indica um esforço conjunto para encontrar um terreno comum.

Outro ponto em debate na reunião foi o uso de garantias de renegociações anteriores em novas operações. A senadora apontou que o texto atual apresenta ambiguidade sobre o tema, que segue em discussão para garantir clareza e justiça aos produtores.

Próximos Passos

Os senadores relataram que, após o encontro, a equipe técnica do Ministério da Fazenda intensifica a análise das possibilidades de novos recursos para o financiamento da renegociação, assim como a viabilidade da ampliação do prazo de vencimento das dívidas. A celeridade é essencial para o campo.

Caso o ministro Dario Durigan aprove as propostas apresentadas, o texto reformulado poderá ser levado à votação na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) já nesta quarta-feira, 13 de maio de 2026. A expectativa é que o novo texto seja uma “mescla” das propostas da Fazenda e dos senadores.

“Se tiver avançado isso, amanhã a gente deve votar. O senador já colocou uma sessão especial amanhã. O texto seria uma ‘mescla’ entre a proposta da Fazenda e dos senadores”, confirmou Tereza Cristina, ponderando, contudo: “Agora, a gente tem que ver se vamos chegar a um bom termo hoje. Se não, é melhor a gente esperar para a outra semana. A ideia do senador é votar amanhã.” A urgência da votação se contrapõe à necessidade de um acordo sólido, que beneficie verdadeiramente o setor agrícola.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário