DIREITA AMPLIA ESPAÇO

Direita volta a superar a esquerda entre brasileiros, aponta Datafolha após pesquisa

Urna eleitoral com fundo desfocado, indicando o contexto político da pesquisa.
Pesquisa Datafolha de 2026 aponta inversão na identificação ideológica no Brasil.

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 03 de julho de 2026, mostra pela primeira vez desde 2014 a direita com maior identificação. Levantamento considera aspectos sociais, culturais, políticos e econômicos. Homens se inclinam mais à direita, enquanto mulheres preferem a esquerda.

A população brasileira voltou a se identificar majoritariamente com a direita, conforme revela pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 03 de julho de 2026. O levantamento indica que 44% dos cidadãos com 16 anos ou mais se declaram alinhados à direita ou centro-direita. Em contrapartida, 39% se identificam com a esquerda ou centro-esquerda, e 17% se posicionam como de centro.

Esta marcação representa um marco histórico, sendo a primeira vez desde 2014 que a direita supera numericamente a esquerda. Naquele ano, durante a gestão da então presidente Dilma Rousseff, a direita congregava 45% dos entrevistados, contra 35% da esquerda.

Urna eleitoral com fundo desfocado, indicando o contexto político da pesquisa.
Pesquisa Datafolha de 2026 aponta inversão na identificação ideológica no Brasil.

O cenário atual contrasta com os resultados de 2022, período em que o ex-presidente Jair Bolsonaro estava no cargo. Naquela ocasião, a esquerda detinha 49% da identificação popular, enquanto a direita somava 34%.

O Datafolha detalhou que a classificação dos participantes não se baseou unicamente em sua autodeclaração política. Para aferir os resultados, o instituto aplicou uma série de questionamentos sobre valores sociais, culturais, políticos e econômicos, visando uma análise mais aprofundada.

Dez perguntas sobre comportamento, incluindo temas como porte de armas, combate à pobreza, criminalidade, direitos LGBTQIA+ e religiosidade, foram formuladas. Adicionalmente, seis questões sobre economia abordaram tributação e legislação trabalhista.

No âmbito comportamental, a percepção sobre a pobreza foi o item com maior variação. A visão de que a pobreza deriva da 'preguiça de pessoas que não querem trabalhar' saltou de 22% para 40%. Paralelamente, a opinião de que a condição está ligada à falta de oportunidades iguais recuou de 76% para 58%, embora permaneça como a visão majoritária.

As distinções ideológicas também se manifestaram entre os gêneros. Entre os homens, 50% foram classificados como de direita e 33% como de esquerda. Já entre as mulheres, a esquerda lidera com 44% de identificação, seguida pela direita com 37%.

Metodologia

A pesquisa foi conduzida de forma presencial nos dias 17 e 18 de junho de 2026, entrevistando 2.004 eleitores com 16 anos ou mais em 139 municípios de todo o Brasil. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com um nível de confiança de 95%.

O levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09956/2026.

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