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Derrota histórica: Senado desqualifica nome de Lula ao STF
Pela primeira vez desde 1894, um presidente vê seu indicado ser rejeitado, com impacto direto na articulação política do Executivo.
Na quinta-feira, 30 de abril de 2026, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, com 42 votos contrários e 34 favoráveis, marcou um revés significativo para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), sendo a primeira derrota de um nome presidencial para a Casa Alta desde 1894. Este resultado levanta sérias questões sobre a capacidade de articulação política do Executivo e a real força do presidente no Congresso Nacional, impactando a governabilidade e a percepção de estabilidade política no país.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), rapidamente interpretou o placar como um sinal da "fragilidade" do governo federal. Em coletiva de imprensa em Santos (SP), ele foi enfático ao afirmar que "a partir do momento em que um presidente da República não consegue fazer o ministro do Supremo, o que está ficando claro é o seguinte: ele não tem mais força". Para Tarcísio, a rejeição evidencia um "projeto superado" e que "o Congresso, que é um grande termômetro político, sentiu para onde o vento está soprando".
Apesar da expectativa de um placar apertado, a confiança dos petistas antes da votação, que afirmavam contar com até 48 votos favoráveis, transformou-se em surpresa e derrota. Messias precisava de 41 dos 81 votos possíveis para ser aprovado. A inabilidade de assegurar o apoio necessário para a indicação do advogado-geral da União escancarou a falta de capacidade de articulação do governo, conforme avaliado pelo chefe do Executivo paulista.
Tarcísio de Freitas reforçou que o episódio sinaliza o fim de um ciclo, com o Partido dos Trabalhadores se aproximando do encerramento de sua trajetória no poder. Alinhado com a ala bolsonarista, o governador, que apoia o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, também especulou sobre o futuro. Ele afirmou que "não vai haver mais espaço para o governo apresentar outro nome", sugerindo que a escolha do próximo indicado "deverá – e parece que o presidente do Senado já tem se manifestado sobre isso – ficar sob responsabilidade do novo presidente da República". A rejeição, portanto, transcende a simples não aprovação de um nome, ressoando como um termômetro político que indica profundas mudanças no cenário de poder do país.
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