MINERAÇÃO COM VALOR AGREGADO
Deputado Hermano Morais defende industrialização da mineração no RN para gerar emprego e renda
Parlamentar do MDB argumenta que o Rio Grande do Norte precisa avançar na cadeia produtiva mineral para maximizar os benefícios econômicos. A proposta visa transformar o potencial do subsolo em desenvolvimento.
O deputado estadual Hermano Morais (MDB) defendeu, em pronunciamento na Assembleia Legislativa nesta sexta-feira, 22/05/2026, que o Rio Grande do Norte priorize a industrialização da sua cadeia mineral. A iniciativa busca converter as riquezas do subsolo em oportunidades concretas de emprego, renda e desenvolvimento sustentável para o Estado. Segundo o parlamentar, o Rio Grande do Norte dispõe de minerais estratégicos, mas ainda enfrenta o desafio de criar as condições necessárias para o beneficiamento desses recursos em território potiguar.
Hermano Morais argumenta que a mera extração e exportação de minérios não é suficiente para impulsionar a economia local. Ele ressalta que a mineração só alcançará seu pleno impacto se for integrada à instalação de indústrias de processamento, melhoria da infraestrutura rodoviária e portuária, e a adoção de políticas de atração de investimentos que completem o ciclo produtivo dentro do Estado.

“Precisamos instalar indústrias que possam aqui beneficiar também esses minérios, para que o Rio Grande do Norte não seja apenas um espaço de instalação de minérios a serem transportados para outros estados, para outros países”, enfatizou o deputado.
O parlamentar destacou a presença de minerais estratégicos no Rio Grande do Norte, com ênfase nas terras raras – elementos cruciais para setores como tecnologia, energia e equipamentos industriais. Ele mencionou jazidas de nióbio, tântalo e lítio em Carnaúba dos Dantas, além de ocorrências de urânio em diversas áreas do Estado, ressaltando que essas riquezas atraem a atenção global.
“Quando se fala hoje em terras raras, é motivo da ambição do mundo inteiro, das grandes potências. No Rio Grande do Norte nós temos terras raras também”, afirmou Hermano Morais.
O deputado relembrou a tradição mineral e energética do Estado, citando a exploração de petróleo, gás e tungstênio, especialmente na região de Currais Novos. A extração de ouro no Seridó também tem contribuído significativamente para a arrecadação de royalties, que alcançou R$ 8,3 milhões nos primeiros quatro meses de 2026, com Currais Novos respondendo por R$ 6,9 milhões, majoritariamente provenientes da produção aurífera.
Esses números, segundo Hermano, evidenciam o potencial econômico da mineração, mas reforçam a necessidade de agregar valor localmente. Ele propõe atrair empresas para processar minérios, expandir a rede de fornecedores, gerar empregos qualificados e, consequentemente, aumentar a receita dos municípios potiguares.
O Projeto Ferro Potiguar, que abrange municípios como Tangará, Sítio Novo, Lagoa de Velhos e Senador Elói de Souza, foi citado como um dos principais projetos de minério de ferro no Agreste potiguar. Hermano Morais defendeu que tais empreendimentos sejam conduzidos com rigorosa responsabilidade ambiental e atenção à qualidade de vida das comunidades locais.
“É um projeto que está sendo construído, claro, precisa ter todos os cuidados de forma a preservar a qualidade de vida da população, ou seja, do desenvolvimento com sustentabilidade”, pontuou.
Por fim, o deputado lembrou da existência de reservas de ferro em Jucurutu e reiterou a urgência em aprimorar a infraestrutura do Estado. Ele argumenta que a falta de estradas adequadas, estrutura portuária e capacidade industrial limita o aproveitamento do valor econômico gerado pela mineração no Rio Grande do Norte.
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