INVESTIGAÇÃO SOBRE EMENDAS

Defesa de Valdemar critica decisão de Dino sobre bloqueio de R$ 119 milhões em emendas

Valdemar Costa Neto em evento político
Valdemar Costa Neto, presidente do PL, tem sido alvo de investigações sobre direcionamento de emendas parlamentares.

O ministro do STF, Flávio Dino, determinou o bloqueio de R$ 119 milhões em emendas parlamentares suspeitas, sob alegação de direcionamento indevido pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto. A defesa contesta as medidas e aponta exposição eleitoral prematura.

O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta sexta-feira, 10/07/2026, o bloqueio de R$ 119 milhões em emendas parlamentares sob suspeita de direcionamento indevido por parte de Valdemar Costa Neto, presidente do PL. A decisão judicial, que impacta a gestão de recursos públicos e levanta questões sobre a influência política na destinação de verbas, foi tomada após relatório da Polícia Federal apontar indícios de articulação de valores por quem não possui mandato eletivo.

Em nota, os advogados Marcelo Luiz Ávila de Bessa e Thiago Lôbo Fleury manifestaram discordância com o teor da medida. Segundo a defesa de Valdemar Costa Neto, a ordem judicial baseia-se em premissas frágeis e em uma indevida criminalização da atividade político-partidária. Os representantes legais enfatizaram que a exposição pública da investigação em curso prejudica a imagem do presidente do PL em um período de sensibilidade institucional e eleitoral.

A determinação de Flávio Dino também impõe restrições ao patrimônio de Valdemar, ponto que a defesa considera preocupante, dado que a Procuradoria Geral da República (PGR) teria se posicionado contrária às cautelares. O documento de defesa, protocolado oficialmente, sustenta a ausência de elementos que comprovem dolo, fraude ou desvio de finalidade nas ações do dirigente partidário.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira, 10/07/2026, para defender o correligionário. O parlamentar classificou a atuação da Polícia Federal como seletiva, sugerindo que a corporação estaria sendo utilizada para constranger adversários do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

ENTENDA: A investigação da Polícia Federal concentra-se em um suposto esquema operacionalizado por Mariângela Fialek, conhecida como Tuca, ex-assessora de Arthur Lira (PP-AL). Segundo os investigadores, a servidora teria recebido orientações de Valdemar Costa Neto para direcionar repasses, contando com a participação do advogado da liderança do PL, Garigham Amarante Pinto. A decisão de Flávio Dino sublinha a incompatibilidade entre a atuação de Valdemar e a ausência de título jurídico para dispor do orçamento da Câmara dos Deputados. A decisão é passível de recurso.

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário