CAMPANHA SOB INVESTIGAÇÃO

Defesa de Thiago Miranda nega ilegalidade em campanha para o Banco Master

O empresário Thiago Miranda durante entrevista ou evento público
Na imagem, o empresário Thiago Miranda, que será interrogado pela PF

Publicitário refuta acusações da PF sobre o chamado Projeto DV e clama pela presunção de inocência após operação realizada em 09/07/2026.

A defesa do publicitário Thiago Miranda rechaçou de forma categórica qualquer vínculo com práticas ilegais durante a condução de estratégias de imagem para o Banco Master. O posicionamento oficial foi divulgado nesta quinta-feira, 09/07/2026, logo após a execução de mandados de busca e apreensão contra o profissional, no âmbito da 10ª fase da operação Compliance Zero.

As investigações conduzidas pela Polícia Federal apontam que Thiago Miranda teria liderado o denominado Projeto DV, uma estrutura voltada não apenas para a defesa do núcleo dirigente da instituição, mas que também teria sido utilizada para monitorar e coagir jornalistas, concorrentes e figuras públicas próximas ao Banco Central. Segundo a PF, a operação envolvia o pagamento de valores a influenciadores e a obtenção de dados sigilosos por meios ilícitos.

Ao se manifestar, a defesa sustentou que Thiago Miranda sempre pautou sua trajetória pela transparência e respeito ao ordenamento jurídico. O texto enfatiza que a existência de uma investigação em curso não deve resultar em condenações precipitadas, resguardando o direito à ampla defesa e ao contraditório. O publicitário colocou-se à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e colaborar com a elucidação dos fatos.

O cenário das investigações envolve nomes de destaque no jornalismo e no setor financeiro. Relatórios apontam que o monitoramento ilegal teria atingido a jornalista Malu Gaspar, com violação de dados bancários e familiares, além do executivo Milton Maluhy Filho, do Itaú, e a repórter Consuelo Dieguez, da Revista Piauí. Em episódios documentados pelas autoridades, Thiago Miranda chegou a celebrar a remoção de conteúdos críticos, como ocorreu com Renato Breita, da Nord Investimentos.

É importante ressaltar que a decisão de busca e apreensão contra o publicitário é uma medida cautelar no decorrer do processo. Thiago Miranda ainda possui o direito ao devido processo legal para refutar as acusações no foro competente, visto que a investigação, que tramita no STF sob relatoria de André Mendonça, ainda está em fase de coleta e análise de evidências.

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