ARMA DE EX-PRESIDENTE

Defesa de Bolsonaro reconhece militar a conserto de arma; pistola foi apreendida

Jair Bolsonaro em prisão domiciliar em 2025
O ex-presidente Jair Bolsonaro em imagem na prisão domiciliar, em 2025 — Foto: WILTON JUNIOR/ESTADÃO CONTEÚDO

A defesa de Jair Bolsonaro admitiu que uma arma do político foi levada para conserto por um militar. O armamento, no entanto, foi apreendido pela Polícia Militar em uma blitz na última segunda-feira (15).

{"blocks":[{"key":"388kd","text":"A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu, nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, que um militar a serviço do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) levou uma arma de fogo registrada em nome do político para ser consertada. A revelação surge após a apreensão do armamento pela Polícia Militar em uma blitz na última segunda-feira (15), em Brasília. O caso levanta questões sobre a segurança e a responsabilidade em torno do porte e manutenção de armas por figuras públicas.","type":"paragraph"},{"key":"5j1u8","text":"Conforme detalhado em documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), os advogados de Bolsonaro alegam que a própria equipe de segurança do ex-presidente havia tornado a arma inoperante para evitar riscos. A decisão de desativar o armamento teria sido motivada pelas condições de saúde mental do político, incluindo o uso de medicações psiquiátricas que poderiam afetar sua cognição. A retirada do percussor, segundo a defesa, ocorreu sem o conhecimento prévio de Bolsonaro.","type":"paragraph"},{"key":"22b1s","text":"Essa medida de segurança preventiva ganha um novo contorno à luz de um episódio anterior: em 22 de novembro de 2025, durante um período de prisão domiciliar, Bolsonaro tentou violar a tornozeleira eletrônica, alegando alucinações e "certa paranoia" possivelmente ligadas ao uso de medicamentos. Na ocasião, ele chegou a usar um ferro de solda para tentar romper o dispositivo de monitoramento.","type":"paragraph"},{"key":"a9t2h","text":"A defesa esclarece que Bolsonaro manipulou a arma, testou o disparo e constatou que o mecanismo não funcionava regularmente. Por essa razão, solicitou o auxílio de um dos militares de sua segurança pessoal para realizar o conserto necessário. "A entrega do armamento teve por única finalidade buscar auxílio na identificação da falha e a realização da necessária manutenção", afirma o documento.","type":"paragraph"},{"key":"5g1p1","text":"A arma em questão é uma pistola Glock calibre 9mm. Embora o registro no nome do ex-presidente esteja regular junto ao Exército, o Certificado de Registro de Arma de Fogo (Craf) não se encontrava no veículo no momento da abordagem. Por esse motivo, o armamento foi recolhido pela Polícia Civil do DF, que investiga o caso.","type":"paragraph"},{"key":"7g7h8","text":"O militar que conduzia o veículo no momento da blitz foi identificado como Estácio Leite da Silva Filho, vinculado ao GSI e cedido à Casa Civil para a segurança de Bolsonaro. Ele prestou depoimento e foi liberado. O militar confirmou à Polícia Civil que a arma seria devolvida ao ex-presidente após o reparo.","type":"paragraph"},{"key":"b3k4m","text":"Atualmente, Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão e está em prisão domiciliar humanitária desde 24 de março deste ano, com autorização de Moraes por 90 dias para recuperação de uma broncopneumonia. Conforme a defesa, Bolsonaro não tem interesse na restituição da arma enquanto permanecer sob regime domiciliar.","type":"paragraph"},{"key":"9s1t2","text":"Em nota, a Polícia Militar do Distrito Federal informou que, durante a abordagem na DF-001, Km 79, em Taguatinga, um militar do Exército Brasileiro foi encaminhado à 21ª Delegacia de Polícia. Além da arma institucional portada regularmente, uma segunda arma de fogo foi encontrada no veículo. O condutor declarou não possuir a documentação da segunda arma, que pertenceria a terceiro. A investigação sobre a propriedade e regularidade da arma apreendida está a cargo dos órgãos competentes.","type":"paragraph"},{"key":"8d6v5","text":"O GSI, por sua vez, esclareceu que não realiza a segurança de ex-presidentes. Os servidores à disposição dessas figuras são de livre indicação e não se subordinam operacionalmente ao GSI, conforme a Lei Nº 7.474/1986 e o Decreto Nº 6.381/2008. O GSI oferece, no entanto, capacitação e avaliação dos servidores e condutores de veículos envolvidos na segurança de ex-presidentes.","type":"paragraph"}]},

Gostou desta notícia?

Entre no nosso grupo do WhatsApp!

Receba as principais notícias em primeira mão, direto no seu celular. É grátis!

📲 Quero entrar no grupo

Compartilhe esta matéria

Comentários (0)

Seja o primeiro a comentar!

Deixe seu comentário